segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Oposição: Basta de gols contra

Ao invés de mostrar o Lula no seu programa eleitoral na TV, bem que o Serra poderia mostrar o Índio da Costa, não acham? Ainda não me conformei. Tantos aliados de peso para mostrar e escolhem justo o Lula para colocar na vitrine.



Não seria o caso de montarem um programa especial, mostrando quem apóia a coligação? Eu incluiria nessa lista, além do Índio da Costa, figuras como Aécio Neves, Kátia Abreu, Álvaro Dias, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso, Beto Richa, José Agripino, Demóstenes Torres, Ronaldo Caiado, Raimundo Colombo, Paulo Bornhausen, Rodrigo e Cesar Maia, e por aí vai. Nomes oposicionistas de qualidade e com muitos votos Brasil afora, que estão sendo desprestigiados em prol de uma aproximação com a imagem do Lula. Não tem cabimento. Que Serra e a direção da campanha valorizem os seus aliados. Como podem cobrar empenho nos estados dessa forma?

Cometem este mesmo tipo de erro desde 2002, quando crentes no discurso petista, resolveram afastar-se do legado do Governo FHC. Caíram no conto da carochinha. O resultado vemos nitidamente hoje: Lula se apossou daquilo que lhe interessa e passou oito anos cantando suas supostas proezas, como se tivesse construído tudo sozinho, da noite para o dia. E sem ninguém para lhe desmentir. Depois de oito anos de mentira quase diária, muita gente passou a acreditar nas baboseiras do tipo "nunca antes na história deste país", "vocês governaram por 500 anos" e similares.

A oposição deveria começar a pensar a médio e longo prazo. Assumir posições tomadas no passado e no presente, para que no futuro não volte a se repetir o que acontece hoje: com receio de ser associado com o governo do qual fez parte (e que teve muitos méritos), Serra aparece na TV despudoradamente defendendo o governo de seu principal adversário. Juro que nunca vi nada parecido.

O enfrentamento político é necessário e urgente. Se perderem as eleições, azar. O que não pode acontecer em hipótese alguma é a implosão da oposição, que terá trabalho em dobro num eventual governo Dilma. Podemos olhar para a Venezuela para avaliarmos os efeitos de um governo sem oposição. Pelo que tenho lido, a bancada governista no Congresso Nacional tende a crescer, o que facilitaria a implementação de projetos "bolivarianos" no Brasil. Marco Aurélio Garcia, um dos mais entusiasmados defensores do chavismo, é um dos principais coordenadores da campanha petista, não se esqueçam. O perigo nos bate à porta, e é preciso agir com responsabilidade.

Um comentário:

  1. anti-pt até a medula23 de agosto de 2010 13:40

    Pra dizer a verdade, perdi as esperanças quando vi o Serra bonzinho demais com a Dilma no debate.
    Ele está arrecadando votos pra ela.
    O povo está percebendo que ele é medroso e está perdendo, como eu, a confiança nele.
    Não há dúvida que ele foi um bom ministro, mas um presidente tem que ser corajoso e demonstrar isso já na campanha.

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