sábado, 29 de março de 2014

UFSC: Quem não pula é comunista!

Nem tudo está perdido. Estudantes da UFSC reagem aos vagabundos que hastearam uma bandeira vermelha no lugar da bandeira nacional e colocam as coisas no seu devido lugar. Aos som do hino nacional é de gritos como "minha bandeira não é vermelha" e "quem não pula é comunista", recolocaram o pavilhão nacional lá no alto e calaram os delinquentes da esquerda. Assistam o vídeo e compartilhem. É de arrepiar.



UFSC: Quem não pula é comunista! from Murilo Ribeiro on Vimeo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Aécio defende agronegócio e ataca Governo Dilma no Paraná

Hangout do Lobão com Denise Abreu

Cagadas da Dilma custarão caro ao país


Lauro Jardim, no Radar on-line:


Papel do Planalto

O Palácio do Planalto está disposto a gastar 50 000 reais em papel higiênico.
Não é qualquer porcaria. A licitação especifica: “matéria-prima virgem”. Os pacotes devem conter “papel branco, macio, resistente e com folhas intercaladas”. Os rolos precisam ser de alta qualidade e sem perfume.
O edital também exige: apresentar amostras para teste de qualidade.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PT financia o tráfico com dinheiro dos contribuintes em São Paulo


O que era óbvio acaba de ser confirmado. Ao dar hotel e dinheiro aos craqueiros de São Paulo, sem nenhuma exigência de abandono do vício, Haddad está transferindo diretamente o dinheiro dos impostos pagos pela população para os já forrados bolsos dos traficantes.

Vindo do PT, nada me espanta.

Leiam no Estadão:

Com o 1º salário, dependente quer comprar 'vestido e uma pedra das boas'
Usuários do programa da Prefeitura recebem nesta sexta o primeiro pagamento pelos dias trabalhados como varredor

SÃO PAULO - Usuários de crack que trabalharam toda a semana no programa Braços Abertos, da Prefeitura de São Paulo, recebem o primeiro salário - R$ 15 por dia trabalhado como varredor - nesta sexta-feira, 24, no Instituto Dom Bosco, no centro, onde também farão curso de capacitação. "Vou comprar um condicionador, desodorante, um vestido que custa R$ 10 lindo que vi numa loja, mas não vou mentir que algum dinheiro do que sobrar vou usar para comprar uma pedra das boas", disse a dependente Daiane, que está grávida de três meses. 

(...)

Van presidencial de Dilma é apedrejada e chutada pela população em Natal!

Assistam abaixo vídeo da calorosa recepção à presidente Dilma em sua chegada ao estádio Arena das Dunas para sua inauguração. A Copa vem aí, amigos...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Após Marta Suplicy, Tarso Genro é condenado e perde seus direitos políticos


Leiam no Estadão:


Justiça condena Tarso Genro e outros 2 ex-prefeitos petistas de Porto Alegre
Atual governador do Estado e seus correligionários terão que pagar multa de R$ 10 mil e podem ficar inelegíveis

Porto Alegre - A Justiça do Rio Grande do Sul condenou os ex-prefeitos de Porto Alegre Tarso Genro, Raul Pont e João Verle, todos do PT, e os ex-secretários municipais da Saúde Henrique Fontana, Lúcio Barcelos e Joaquim Kliemann ao pagamento de R$ 10 mil de multa e à perda dos direitos políticos por cinco anos, a contar do trânsito em julgado da decisão.

Eles foram acusados pelo Ministério Público Estadual de atos de improbidade administrativa por terem feito contratações temporárias de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem entre 1993 e 2002, dispensando o concurso público para a admissão. A juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Vera Moraes, sustentou que a demanda da população não era provisória, mas permanente, o que descaracterizava a motivação para contratações emergenciais.

Todos os réus vão recorrer ao Tribunal de Justiça. Aqueles que quiserem podem se candidatar a cargos eletivos neste ano porque a suspensão dos direitos políticos só vai vigorar se a sentença condenatória perdurar depois de julgamento em última instância. Os acusados alegam que as contratações eram necessárias, emergenciais, e foram feitas em períodos em que não havia disponibilidade de concursados para chamar.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Mata-ladrão: Assaltante morre ao levar golpe de jiu-jitsu de ciclista

Muito bom isso. Parece que o povo está se cansando de apanhar.

Assistam ao vídeo abaixo e leiam a matéria do R7:




Homem morre após levar surra de ciclista durante tentativa de assalto
Bandido recebeu um golpe da vítima no pescoço e ficou sem respirar

Um homem morreu depois de levar uma surra de um ciclista no início da tarde deste domingo (19) na QNN 26 de Ceilândia (DF). O bandido recebeu um golpe na altura do pescoço após tentar roubar a bicicleta.

Testemunhas contaram à polícia que o criminoso, que tinha 20 anos, se aproximou e derrubou o ciclista que transitava por uma ciclovia da região. O homem chegou a anunciar o assalto, mas a vítima aproveitou a distância do agressor e aplicou-lhe um "mata leão".

O golpe foi tão forte que o bandido ficou inconsciente e foi levado em estado gravíssimo ao HRC (Hospital Regional de Ceilândia) por homens do Corpo de Bombeiros.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do DF informou que o paciente ficou na sala vermelha do hospital respirando com ajuda de aparelhos, mas não resistiu e faleceu por volta das 23h55. O corpo do criminoso foi liberado ao IML (Instituto Médico Legal) por volta das 9h30 desta segunda-feira (20).

A 15ª DP (Ceilândia Centro) está responsável pelas investigações.

Paulo Martins comenta o trabalho voluntário na Copa do Mundo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Aécio na Folha: Truques & riscos



Leiam na Folha de São Paulo:


Truques & riscos

O conhecido "jeitinho brasileiro" ameaça ganhar status de política de Estado, tal a frequência com que tem sido usado como estratégia de repaginação dos indicadores macroeconômicos. Os exemplos vão se acumulando, dia a dia.

Para calcular a inflação, nada melhor que contar com o controle político sobre preços administrados em setores estratégicos. E por que não atrasar a transferência de R$ 7 bilhões a Estados e municípios, inclusive recursos voltados para a saúde pública, prejudicando milhões de brasileiros, para dar a impressão de que cumpriu-se o superavit primário?

A inventividade do governo parece não ter limites.

É preciso reconhecer a habilidade dos truques contábeis e o uso de artifícios para melhorar a performance das contas públicas. Se há brechas legais, parece que a ordem é aproveitá-las.

Neste campo instalou-se um autêntico vale-tudo, como a estarrecedora operação da Caixa Econômica Federal, ainda sob grave suspeição, na transferência de recursos de contas de caderneta de poupança pretensamente inativas para engordar o seu balanço. É a velha tática: "se colar, colou"...

O resultado da economia brasileira certamente seria melhor se o esforço gasto em maquiar números fosse efetivamente aplicado no aperfeiçoamento da gestão. Instituições que guardam histórico compromisso com o rigor, a transparência e o profissionalismo, como o Banco Central, estão cada vez mais isoladas diante do descontrole fiscal generalizado e, não por acaso, patinam na implementação do ajuste necessário para amenizar o ambiente inflacionário.

"Estamos no limiar de um novo ciclo econômico do Brasil", disse o ministro da Fazenda, para justificar o injustificável. A verdade é que, infelizmente, o Brasil está perdendo oportunidades preciosas de ativar o seu crescimento, como a Copa, pródiga em promessas de realizações e pífia em resultados, até o momento.

Os investimentos em infraestrutura são praticamente inexistentes, em face ao que foi prometido. Em termos de desempenho, o que temos a mostrar à comunidade internacional, para nossa vergonha, é o segundo pior crescimento na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

A desconfiança generalizada da sociedade não é uma peça ficcional criada pelos críticos do governo, mas o resultado de uma gestão ineficaz, pouco transparente e incapaz de reintegrar o país a uma rota de desenvolvimento e de ampliação das conquistas sociais.

É urgente agir, com coragem e responsabilidade, para não permitir que o país retroceda e coloque em risco as conquistas que nos trouxeram até aqui.

Uma das principais, a credibilidade, nem mesmo o "jeitinho brasileiro" foi capaz de assegurar. Esta, infelizmente, já perdemos.

Apoio a Dilma se deteriora no Congresso

Leiam no Estadão:

PSD e PSB puxam derrotas do governo na Câmara; núcleo fiel a Dilma fica 60% menor
Apenas 123 deputados votaram com o governo 90% das vezes em 2013; no início eram 306

Foram 11 derrotas do governo em 37 votações na Câmara dos Deputados no segundo semestre de 2013. Nunca a presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu tanto em tão pouco tempo. Ela sofrera só 3 derrotas ao longo de todo ano de 2011, 5 em 2012 e outras 5 no primeiro semestre do ano passado. O surto de derrotas sucedeu os protestos de rua que derrubaram a popularidade presidencial.

A tendência de perda de apoio vem de longe, porém. O núcleo duro governista - aqueles que votam com Dilma em pelo menos 90% das vezes - caiu de 306 deputados em 2011 para 134 em 2012 e fechou 2013 com apenas 123 parlamentares (uma redução de 59,8%). Ou seja, a presidente só pode contar mesmo com o voto de 1 em cada 4 deputados.

Como o governo tem maioria teórica no Congresso, as derrotas só podem ser impingidas por seus aliados. Nessas 11 derrotas, os partidos da base de apoio a Dilma que mais traíram a presidente foram PSD e PSB, este último já em fase de afastamento do Planalto por causa do projeto presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Mas não foram só eles. Ao racharem, os peemedebistas também atrapalharam bastante. Além disso, o PMDB detém a presidência da Câmara e determina o que e quando será votado.

Os aliados "ma non troppo" morderam com precisão de vampiro, só em votações-chave, e assopraram nas demais, apoiando o governo maciçamente nas outras matérias. Como resultado, a taxa de apoio ao governo aumentou no segundo semestre, apesar das derrotas. A média de apoio na Câmara foi de 81% dos votos entre julho e dezembro, contra 72% no semestre anterior.

Tome-se o caso do PSD. O partido de Gilberto Kassab foi o primeiro a anunciar publicamente apoio à reeleição de Dilma. Mas, na Câmara, o PSD agiu como se fosse de oposição. O líder do partido recomendou que sua bancada votasse contra o governo em 8 das 11 derrotas de Dilma no segundo semestre. Só para comparar, o PSDB fez isso em 9 das 11 votações.

A liderança do PSD foi na contramão do governo, por exemplo, na apreciação das propostas de extinção da multa sobre o FGTS a ser paga pelos empregadores em caso de demissão, na criação do programa Mais Médicos e no apoio da proibição de o BNDES conceder empréstimos subsidiados em fusões ou aquisições de empresas. Também bateu de frente nas votações da dívida dos municípios e dos royalties do petróleo.

O PSB fez o discurso oposto - anunciou sua saída do governo, por causa da candidatura presidencial de seu chefe, Eduardo Campos, e cumpriu a promessa. De uma taxa de governismo de 94% em 2011, o PSB caiu para 88% em 2012 e para 77% em 2013. Foi o único grande partido que teve taxa de governismo menor no segundo semestre (74%) do que no primeiro (79%). E já anunciou que vai radicalizar a tendência em 2014.

Senado. A situação no Senado é similar, apesar de mais confortável. O número de derrotas pulou de três no primeiro semestre de 2013 para dez no segundo - e todos os partidos governistas votaram contra o governo em algum momento. O núcleo duro, porém, continua o mesmo de 2011, com 25 senadores.

Para o professor da FGV-SP Cláudio Couto, o "desgaste" na relação de Dilma com os aliados explica parte das derrotas sofridas pelo Planalto. "Quando fica claro que a conduta ruim do governo não vai se alterar, as pessoas votam contra." Humberto Dantas, do Insper, concorda. "As derrotas mostram que é notório que temos um governo que não sabe negociar e que envolve pouco o Legislativo nas decisões."

Aécio conquista apoios do PMDB nos estados

Leiam no blog do Josias de Souza:

Aécio negocia palanques estaduais com PMDB

O presidenciável tucano Aécio Neves negocia a formação de palanques com o PMDB em Estados onde o partido do vice-presidente Michel Temer não se entende com o PT. Em algumas praças as chances de celebração de acordos são efetivas. Os entendimentos estão mais avançados na Bahia e no Ceará.

No Ceará, Aécio arma um bote duplo. Além de colocar os pés num palanque cearense, ele tenta abrir caminho para a volta do correligionário Tasso Jereissati ao Senado. Para alcançar tais objetivos, trança o apoio do seu PSDB ao senador Eunício Oliveira, ex-ministro das Comunicações de Lula.

Atual líder do PMDB no Senado, Eunício disputará o governo cearense contra o candidato a ser indicado pelo governador Cid Gomes (Pros), com o provável apoio de Dilma Rousseff. Ele já conversou com Aécio. Voltará a procurá-lo após viagem de quatro dias aos EUA, para onde decola nesta segunda-feira (20).

Em privado, Eunício exibe dados de uma pesquisa que encomendou para consumo doméstico. Nesse levantamento, lidera a disputa pelo governo do Ceará com taxas que variam de 45% a 48% das intenções de voto, dependendo do cenário. Na corrida pela única vaga disponível no Senado, Tasso também aparece à frente com 45%.

O tucano Tasso tentara reeleger-se senador em 2010. Viu suas pretensões serem engolfadas pela onda Lula. De saída do Planalto, escorado em popularidade lunar, Lula empenhou-se para prover a Dilma um Senado menos hostil. Estavam em jogo na época duas cadeiras de senador por Estado. No Ceará, Lula ajudou a eleger José Pimentel (PT) e o próprio Eunício. Para o tucanato, a eventual volta de Tasso terá gosto de troco.

A situação da Bahia é mais conhecida. Ali, o PMDB deseja lançar a candidatura de Geddel Vieira Lima para tentar tirar do poder o PT do atual governador Jaques Wagner. Com as bênçãos de Aécio, Geddel tenta coligar-se ao PSDB e ao DEM do prefeito de Salvador ACM Neto. De resto, há negociações abertas em pelo menos mais quatro Estados.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Away Nilzer comenta os rolezinhos

Arnaldo Jabor: Por que o governo não obedece o óbvio?

Relaxa e goza: Ministra da Cultura de Dilma, Marta Suplicy tem seus direitos políticos cassados por contratar sua própria ONG sem licitação


Leiam no G1:


Marta Suplicy é condenada e tem direitos políticos cassados por 3 anos
Ministra cometeu improbidade administrativa à frente da Prefeitura de SP. 
Justiça entendeu que ela contratou ONG sem a devida licitação.

A ex-prefeita de São Paulo e atual ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi condenada por improbidade administrativa pela Justiça de São Paulo por atos à frente do Executivo municipal no período de 2001 a 2005. A decisão, publicada no último dia 9, é do juiz Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, da 1ª Vara da Fazenda Pública da capital paulista.

Além da suspensão dos seus direitos políticos por três anos, Marta Suplicy foi condenada ainda a pagar multa no valor de cinco vezes o que ela recebia de remuneração no período em que foi prefeita.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Marta Suplicy contratou sem licitação, em 2002, a organização não-governamental GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual) para desenvolver ações sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e sexualidade para os moradores das subprefeituras de Cidade Ademar e Cidade Tiradentes, ambas na Zona Leste de São Paulo.

A secretária municipal da Educação na gestão de Marta Suplicy, Maria Aparecida Perez, também teve seus direitos políticos cassados por três anos e ainda terá de pagar multa equivalente a cinco vezes o salário dela na época.

A ONG também foi condenada a pagar multa no valor de 10% do contrato original firmado com a administração, de R$ 372.119,19 na época, o qual deve ser atualizado segundo os índices oficiais acrescido de juros moratórios contados da última citação realizada nos autos do processo. E foi proibida de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócia majoritária, pelo prazo de três anos.

Em sua decisão, o juiz afirma que os documentos apresentados comprovam que a “contratação ilícita levou ao favorecimento da entidade, que, em sua origem, teve relações estreitas com a chefe do Executivo local”. Marta Suplicy foi sócia-fundadora da ONG.

“Nestes termos, verifica-se que o gestor desviou-se de seu dever de imparcialidade, praticando conduta voluntária e consciente, favorável à entidade com que há pouco mantinha estreita relação funcional, não se resguardando quanto à licitude objetiva do processo de escolha do prestador de serviço, para o que era imprescindível, no mínimo, a consulta de preços dirigida a demais agentes aptos à atividade contratada”, completa a decisão judicial, da qual cabe recurso.

O G1 não conseguiu localizar os advogados de defesa de Marta Suplicy para comentar o assunto.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Eleição de Dilma é fundamental para inocentar mensaleiros, afirma o petista João Paulo Cunha


Leiam no Globo:


João Paulo diz que reeleição de Dilma é fundamental para mostrar ‘armação da ação’ do mensalão
Em ato de desagravo a seu favor em Osasco, petista ainda acusou Joaquim Barbosa de ser cruel

OSASCO (SP) - Condenado no processo do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha afirmou, na noite desta quinta-feira, que para ele os demais petistas condenados no mensalão, a vitória da presidente Dilma Rousseff na reeleição é fundamental.

- Para nós da ação penal 470, eu, José Dirceu, Genoino, e companheiro Delúbio, é fundamental e importante ganhar a eleição porque a gente quer mostrar que toda essa armação em torno da nossa ação é política - afirmou, ao destacar que pela primeira vez o partido deve ter candidatos competitivos na eleição para governador nos três principais estados: São Paulo, Rio e Minas.

João Paulo ainda chamou de cruel o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, por não ter assinado o seu mandado de prisão, apesar de já ter redigido o documento.

- Além de tudo, o ministro Joaquim Barbosa é cruel. Acha que eu não tenho mulher, mãe, filhos, que não tenho família. Deve achar que eu sou um bandoleiro que anda por aí - disse o deputado, durante um ato de desagravo realizado em um clube de Osasco, seu reduto político na região metropolitana de São Paulo.

Barbosa, que está de férias e só deve assinar a ordem de prisão na volta ao trabalho, também foi atacado por João Paulo por ter assinado as primeiras ordens de prisão do mensalão em um feriado, por ter influenciado na troca do juiz de Execução Penal do Distrito Federal e por manter o ex-ministro José Dirceu em regime fechado, sendo que ele teria direito a sair da cadeia para trabalhar.

A ausência de dirigentes do PT no ato provocou mal-estar. Mesmo convidados, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, e estadual, Emídio de Souza, não compareceram. Emídio é ex-prefeito de Osasco. João Paulo foi irônico ao agradecer a presença de prefeitos de pequenas cidades paulistas no evento.

- Prefeito pra vir nesse ato tem que ter coragem. Essa história de mensalão é quase uma doença. Em algumas lugares, as pessoas não podem encostar na gente - disse.

Aliado de Emídio, o prefeito de Osasco, Jorge Lapas (PT), também não foi. O objetivo do evento era fazer o lançamento no estado de São Paulo da revista publicada no final do ano passado em que o deputado contesta o processo do mensalão. A revista já havia sido apresentada no Congresso Nacional pelo próprio João Paulo.

Uma das filhas de Dirceu, Joana Saragoça, compareceu. Ao falar sobre Dirceu, João Paulo, em mais um indício de ressentimento com uma ala do partido, deu a entender que o ex-ministro foi abandonado por companheiros.

- José Dirceu não precisa de defesa. O José Dirceu carregou o piano para muita gente que está tocando e muita gente é incapaz de dizer: essa musica que está tocando é para você, Dirceu.

Numa rápida fala, Joana afirmou ter certeza de que seu pai e João Paulo vão conseguir reverter as condenações. Os filhos do ex-presidente do PT José Genoíno, Miruna e Ronan, mandaram uma mensagem de apoio em vídeo, que foi exibida em um telão.

O ato reuniu cerca de 300 pessoas. Integrante do Diretório Estadual, Miza Boioto criticou, em discurso, a ausência dos dirigentes petistas:

- Tem muita gente que deveria estar aqui e não está. É incompreensível que o nosso partido não esteja todo na rua - disse.

Quatro deputados federais do PT de São Paulo compareceram: Carlos Zaratini, Devanir Ribeiro, José Mentor e Newton Lima. Devanir também atacou os ausentes. Zaratini disse que o PT deve enfrentar o pedido de cassação de João Paulo no Plenário da Câmara. Mentor e Devanir atacaram a imprensa.

João Paulo fez coro com os colegas de bancada.

- Oposição no Brasil é uma aliança entre a mídia e o Judiciário -disse.

Ele acusou ainda a imprensa de auxiliar o PSDB na guerra política com o PT.

- Botam uma materiazinha contra qualquer coisa do PT e o PSDB entra no Judiciário (com representação).

IBGE confirma que desemprego real é bem maior que o divulgado anteriormente. No Nordeste índice já chega a 10%



Leiam no Globo:

Taxa de desemprego no país foi de 7,4% no segundo trimestre de 2013, aponta IBGE
Nova medição da PNAD Contínua vai substituir a atual Pesquisa Mensal de Emprego, a PME

RIO - O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 7,4% no segundo trimestre de 2013, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. Pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) — que inclui apenas seis regiões metropolitanas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) —, a média do desemprego no segundo trimestre do ano passado foi de 5,86%.

Os indicadores da Pnad revelam ainda uma taxa nacional de desemprego em 8% no primeiro trimestre de 2013, ante 5,56% na média da PME. Considerando o desempenho por trimestres em 2012, as taxas foram de 7,9% no primeiro trimestre, 7,5% no segundo trimestre, 7,1% no terceiro trimestre e 6,9% no quarto trimestre.

A partir de agora o IBGE passará a calcular uma taxa de desemprego nacional trimestral, no âmbito da PNAD contínua. Até então, os dados do desemprego nacional só eram pesquisados uma vez ao ano, no mês de setembro, pela Pnad, cuja divulgação ocorria com um ano de defasagem. A divulgação do desemprego nacional ocorrerá um mês após o fim do trimestre.

- Nós temos hoje pela primeira vez na história do pais informações sobre o mercado de trabalho em todo o território nacional - disse a presidente do IBGE, Wasmália Bivar.

No segundo trimestre de 2013, a população desocupada no país era de 7,3 milhões de pessoas, estável frente ao segundo trimestre de 2012 e queda em relação aos 7,8 milhões de desocupados do primeiro trimestre de 2013. A população ocupada passou de 89,4 milhões no primeiro trimestre de 2013 para 90,6 milhões no segundo trimestre de 2013.

A nova pesquisa também traz pela primeira vez dados para as grandes regiões do país. Se a média nacional do desemprego foi de 7,4% no segundo trimestre de 2013, a maior taxa regional foi no Nordeste, de 10%, enquanto a menor foi no Sul, de 4,3%. As outras taxas registradas foram de 8,3% no Norte, 7,2% no Sudeste e 6% no Centro-Oeste.

No segundo trimestre de 2013, 76,4% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, um avanço de 0,9 ponto percentual frente ao segundo trimestre de 2012 e de 0,3 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2012.

Já está em estudo pelo IBGE a divulgação de uma taxa mensal de desemprego para todo o país, mas não há prazo para isso. Inicialmente, a nova pesquisa não trará dados sobre o rendimento do trabalho nem de ocupação por setores de atividade.

Esquerdista vai para rolezinho e deixa filho trancado agonizando no carro

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Disparada da inflação força Banco Central a aumentar ainda mais a taxa de juros

Inflação do PT se fortaleceu em 2013 e promete vir com tudo em 2014

Leiam no Globo:


Copom eleva taxa básica de juros a 10,5% ao ano
Esta é a 7ª elevação seguida da Selic. Colegiado mudou o comunicado e incluiu expressão que pode indicar aproximação do fim do ciclo de elevação

BRASÍLIA - Depois de não conseguir cumprir a promessa de diminuir a inflação no ano passado – por causa do repique dos preços em dezembro – o Banco Central decidiu, nesta quarta-feira, manter o ritmo de aperto dos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou 0,5 ponto percentual da taxa básica (Selic), que passou para 10,5% ao ano. É o maior patamar desde março de 2012.

Foi a sétima alta seguida: uma tacada para tentar recuperar credibilidade, já que as projeções para a inflação não param de subir. Apesar de mostrar que o ciclo de elevação de juros deve chegar ao fim, com a decisão, os analistas dão como certo que a presidente Dilma Rousseff deve encerrar o mandato com os juros maiores do que os da época da posse.

No comunicado divulgado após a reunião do Copom, o BC indicou que a sequência de alta dos juros está perto de acabar. Os diretores praticamente copiaram a nota à imprensa divulgada no encontro anterior. Inseriram, entretanto, a expressão “neste momento” para passar o recado.

“Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu por unanimidade, neste momento elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual para 10,5% ao ano sem viés”.

- A gente acha que a mudança é bastante relevante. Deixaram mais claro que está próximo do fim do ciclo. E que esse ritmo (de altas de 0,5 ponto percentual) não se mantém - prevê a economista do Santander Tatiana Pinheiro, que foi surpreendida pela decisão, pois apostava em uma alta de 0,25 ponto percentual.

Em 2012, o governo fez um movimento orquestrado para diminuir o custo financeiro para famílias e empresas. Enquanto o Banco Central cortava os juros básicos, a presidente Dilma usou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal para forçarem as instituições privadas a reduzirem os juros cobrados dos clientes. A iniciativa deu certo, mas a inflação persistiu alta.

- O governo fez o correto ao cortar os altos juros no Brasil, mas exagerou na dose - avalia o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito. - Agora, tem uma baita janela de vidro que os tucanos vão apedrejar.

A maioria dos analistas apostava em uma elevação menor, de 0,25 ponto percentual. No entanto, alguns começaram a mudar a expectativa depois de serem surpreendidos com o mau comportamento o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 ficou em 5,91% (acima dos 5,84% do ano anterior), divulgado na semana passada pelo IBGE. Um deles foi o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio Leal. Ele estava com a maioria dos colegas que achava que o BC começaria a reduzir a velocidade dos juros. Admitiu que foi pego de surpresa com o mau comportamento da inflação no fechamento do ano passado. Por isso, mudou a aposta. Mesmo assim, sabe que o ciclo de ajuste está perto do fim e a Selic não subirá o suficiente para levar o IPCA para a meta de 4,5% neste ano.

- Na economia, todo mundo tem de olhar o custo benefício e o custo para a trazer a inflação para a meta só com o aumento dos juros é muito alto - prega o economista ao lembrar que o Ministério da Fazenda não tem feito a parte dele ao negligenciar o corte de gastos e que juros altos demais pode gerar desemprego e sacrificar o errante crescimento.

Leal lembra entretanto, que não é simples o Banco Central recuperar a credibilidade e que isso deve vir com o tempo e se conseguir controlar a inflação. Ele ressaltou que o BC não conseguiu cumprir nem a sua meta informal no ano passado: fazer com que o IPCA fechasse abaixo do patamar de 2012.

Para Perfeito, o BC deixou claro que faz a sua parte. E joga no colo da Fazenda parte da responsabilidade pelo controle dos preços por causa dos altos gastos.

- Agora, o BC mostrou que fará o que pode, mas também lava as mãos: deixa o problema dos gastos públicos na mão do governo e também da sociedade, que num ano de eleição, terá de decidir como resolver essa questão - avalia Perfeito.

Assistam à entrevista de Aécio Neves na Record News


Entrevista de Aécio Neves na Record News from Murilo Ribeiro on Vimeo.

Aécio Neves é entrevistado pelo Estadão

Governo Dilma já tem novo aumento nos combustíveis agendado



Leiam na Folha:


Acordo prevê aumento de combustíveis em junho

O governo e a Petrobras estimam para junho um novo aumento da gasolina e do diesel. O calendário, que não foi divulgado ao mercado, integra um dos pontos do mecanismo aprovado em dezembro pelo conselho de administração da empresa, presidido pelo Ministério da Fazenda.

Na reunião de dezembro, o conselho iniciou uma nova política de preços com o reajuste de 4% para a gasolina e de 8% para o diesel.

À época, a estatal afirmou que o mecanismo fora adotado para garantir a "convergência dos preços internacionais ao mercado doméstico", há tempos defasado, e "assegurar a redução do nível de endividamento da estatal no prazo de 24 meses".

INFLAÇÃO

Segundo a Folha apurou junto a integrantes da equipe econômica, o calendário passou a preocupar mais a cúpula do Executivo após o reajuste do mês passado ter sido um dos vilões do aumento da inflação em 2013.

Uma saída, segundo setores do governo, seria antecipar o aumento, talvez para março, diluindo assim o impacto do reajuste sobre a campanha de reeleição de Dilma Rousseff.

Evitar a pressão inflacionária em ano de sucessão é uma das obsessões da presidente da República.

Nas avaliações internas, a principal força eleitoral da campanha pela reeleição vem do baixo índice de desemprego e do estável nível de renda da população, variável sempre impactada quando há pressão nos preços.

SIGILO

Em dezembro, após aprovar a política de recuperação, a Petrobras deixou claro por meio de comunicado que os critérios de reajuste não seriam divulgados. Nem a empresa nem o Executivo federal detalharam qual seria o mecanismo.

O efeito colateral do sigilo é blindar o governo de cobranças no caso do não cumprimento dos parâmetros para tentar sanar o deficit no caixa da empresa.

No comunicado divulgado à época, a estatal afirmava que, para recuperar o caixa, combinaria a política de reajuste com o crescimento da produção de petróleo.

Tanto o aumento de dezembro quanto a definição de um método de reajuste ocorreram após intenso embate entre a companhia e o governo federal, sócio majoritário e resistente à elevação por medo de provocar mais inflação.

FÓRMULA

Ano passado, para pressionar a Fazenda, a diretoria da empresa havia aprovado, de surpresa, uma fórmula de reajuste automático, mas a alternativa acabou sendo descartada por ordem de Dilma. O argumento é de que a fórmula criaria um gatilho inflacionário na economia.

Sem novos reajustes, a empresa pode ser rebaixada pelas agências de classificação de risco; ou, no jargão de mercado, perder o chamado grau de investimento em plena corrida eleitoral. Esse rebaixamento encareceria empréstimos e financiamentos tomados no exterior, por exemplo.

Nos últimos anos, o Brasil passou de exportador a importador de gasolina para dar conta do aumento da frota de veículos.

As importações acabaram afetando os resultados da estatal, já que ela não repassa para os consumidores o custo total das aquisições.

Analistas de mercado e economistas ligados à oposição atribuem ao governo o controle de preço da gasolina e seu impacto sobre a saúde financeira da empresa.

Durante a eleição, o controle sobre os aumentos da Petrobras tendem a ser um dos temas da campanha.

Procurado, o ministério da Fazenda não comentou o assunto e informou que o titular da pasta, Guido Mantega, presidente do conselho de administração da Petrobras, está em férias. A assessoria da estatal também não quis comentar.

Reinaldo Azevedo comenta criação da Bolsa Crack do PT em São Paulo

PPS pode desistir da apoiar Eduardo Campos e optar por Aécio Neves


Leiam no Globo:

PPS quer rever apoio a Campos
Partido integra base de Alckmin em SP; Marina vetou aliança com PSDB

SÃO PAULO - O PPS ameaça rever o apoio anunciado ao pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, se o PSB romper a aliança que tem em São Paulo com o PSDB do governador Geraldo Alckmin. A parceria com Campos havia sido aprovada em dezembro no congresso nacional do PPS, e a ala paulista do partido teve peso decisivo na decisão sobre a aliança com o governador de Pernambuco.

Agora, diante da pressão vinda de Marina Silva e seus aliados para que o PSB rompa a aliança com o PSDB em São Paulo e lance candidatura própria à sucessão estadual, o presidente do PPS paulista, David Zaia, disse nesta terça-feira que a decisão de apoiar o governador pernambucano terá de ser reavaliada se o rompimento entre PSB e PSDB for confirmado.

Ele disse que uma das questões conversadas com Campos, antes do anúncio do apoio à candidatura dele, foi a aliança existente entre PPS, PSDB e PSB em São Paulo.

— Nós aprovamos um apoio com base em um cenário de aliança em São Paulo. Se isso mudar, nós temos que reanalisar — afirmou Zaia, que é secretário no governo Alckmin.

Para o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, não é hora para exigências, mas ele considerou natural que o assunto seja rediscutido se a maioria do partido assim decidir.

— É natural que cada um tenha a sua opinião dentro do partido. Se houver a necessidade, vamos reavaliar. Qual o problema nisso? Agora, isso não pode ser colocado como uma exigência. Nós temos que ter em mente que o principal objetivo é construir essa alternativa com Eduardo Campos — afirmou Freire, que torce para que o pernambucano tenha o palanque de Alckmin no estado.

Assim como o PPS, o PSB também tem espaço no primeiro escalão da gestão tucana. Freire classificou como “praticamente impossível" uma saída do PPS da aliança eleitoral de Alckmin, e defendeu a permanência do PSB nesse bloco como a melhor opção para o próprio Eduardo Campos em São Paulo.

— O melhor para a candidatura Eduardo Campos é estar junto ao bloco político liderado pelo PSDB, e não partir para uma candidatura própria apenas simbólica — avaliou Freire. 
(...)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

PSDB entra com representação no MP contra o confisco da poupança dos brasileiros pelo Governo Dilma



Eu votei há 10 anos atrás

Governo Dilma confiscou a poupança de mais de meio milhão de brasileiros na Caixa Econômica


Leiam na Istoé:


O confisco secreto da Caixa
Relatórios da Controladoria-Geral da União e do Banco Central mostram que a Caixa encerrou irregularmente mais de 525 mil contas poupança e usou o dinheiro para engordar seu lucro de 2012 em R$ 719 milhões


Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), órgão vinculado à Presidência da República, aponta que, em 2012, a Caixa Econômica Federal promoveu uma espécie de confisco secreto de milhares de cadernetas de poupança. Em um minucioso relatório composto por 87 páginas, os auditores da CGU revelam os detalhes da operação definida como "sem respaldo legal", que envolveu o encerramento de 525.527 contas sem movimentação por até três anos e com valores entre R$ 100 e R$ 5 mil. Os documentos obtidos por ISTOÉ mostram que o saldo dessas contas foi lançado, também de forma irregular, como lucro no balanço anual da Caixa, à revelia dos correntistas e do órgão regulador do sistema financeiro. No total, segundo o relatório da CGU, o "confisco" soma R$ 719 milhões. O documento foi remetido à Assessoria Especial de Controle Interno do Ministério da Fazenda e ao Banco Central e desde novembro auditores do BC se debruçam sobre a contabilidade da Caixa para apurar as responsabilidades. ISTOÉ também teve acesso a cinco pareceres do Banco Central que foram produzidos após as constatações feitas pela CGU. Em todos eles os técnicos concluem que a operação promovida em 2012 foi ilegal. No documento redigido em 4 de novembro do ano passado, o Departamento de Normas do BC (Denor) adverte que a operação examinada consiste em "potencial risco de imagem para todo o Sistema Financeiro Nacional".

Nos cálculos feitos pelos auditores da CGU, os R$ 719 milhões obtidos com essa espécie de confisco representaram nada menos que 12% do lucro do banco naquele ano, engordando o pagamento de bônus a acionistas. "Essa é uma forma de turbinar o lucro do banco, mas é crime contra o Sistema Financeiro Nacional", disse à reportagem um dos auditores que investigam a operação. O dado que despertou a atenção dos auditores em uma rotineira prestação de contas foi um crescimento de 195% na rubrica "Outras Receitas Operacionais" em apenas um ano. A Caixa, então, foi convocada a detalhar a contabilidade, identificando as fontes de todos os recursos. No relatório, os técnicos da CGU registram que houve resistência em fornecer as explicações, mas a CEF acabou mostrando todas as planilhas. A CGU descobriu, então, que foram selecionadas para encerramento 525.527 contas de poupança, praticamente todas elas pertencentes a pessoas físicas. Essas contas foram escolhidas a partir do saldo e do período em que permaneceram sem movimentação. Foram encerradas as poupanças com saldos de até R$ 100 e sem movimentação havia mais de um ano; até R$ 1 mil e inativas por dois anos; e até R$ 5 mil sem movimento por três anos. Essa rotina foi implantada em janeiro e finalizada em agosto. Ao final do semestre, os valores remanescentes na conta "Credores Diversos" eram transferidos para a subconta de resultado "Outras Receitas Operacionais". Para a CGU, não há lei ou regulamento que determine que o saldo de uma conta encerrada deva ser incorporado ao resultado e, posteriormente, ao patrimônio de um banco. Além disso, a legislação determina o prazo prescricional de 25 anos para a devolução dos saldos de contas encerradas, com recolhimento ao Tesouro. Não sendo reclamados ao final de mais cinco anos, podem somente então ser incorporados ao patrimônio da União.

Aos auditores da CGU e ao Banco Central, a Caixa argumentou que para encerrar as contas se amparou em resolução do Conselho Monetário Nacional (2025/1993), numa circular do Banco Central (3006/2000) e no manual normativo da própria instituição. Alegou que as contas encerradas continham falhas cadastrais e, por isso, deviam ser fechadas. Ocorre que, segundo os técnicos da CGU e os analistas do Banco Central, as normas citadas não se aplicam no caso de encerramento de poupanças, muito menos prevê a apropriação dos valores pelo banco.

A Resolução 2025 de 1993 trata na verdade, segundo os auditores, do encerramento de contas abertas "com documentação fraudulenta", quando há indícios de crime contra a administração pública. E para promover o encerramento é necessária autorização judicial. Ou seja, para que a Caixa pudesse fechar as 525.527 poupanças precisaria comunicar cada um dos casos à Polícia Federal e só depois de confirmados os indícios de fraude é que as contas poderiam ser encerradas. Da mesma forma, de acordo com os auditores, a Circular 3006 de 2000 prevê autorização do cliente para encerramento da conta. Na operação de 2012, a Caixa não procurou os titulares das poupanças previamente, não identificou os indícios de fraude e nem sequer consultou o Banco Central, segundo os relatórios obtidos por ISTOÉ. Na semana passada, a direção da CEF encaminhou nota à revista reafirmando ter consultado os correntistas (leia a versão da CEF na pág. 49).

Ainda segundo o relatório da CGU, os auditores tiveram acesso a um parecer anexado ao voto no conselho diretor pelo setor jurídico da Caixa. Nesse parecer era recomendado que antes de finalizar a operação fosse feita uma consulta ao BC. Além disso, no mesmo documento o setor jurídico da Caixa alertava para os riscos de dano à imagem do banco, além de enquadramento civil por "enriquecimento sem causa" (art.884 a 886 do Código Civil) e criminal, por apropriação indébita (art. 168 do Código Penal). Em parecer enviado à CGU, o Banco Central aponta a completa ausência de respaldo legal para o encerramento das contas, especialmente as de poupança. "A regulamentação não prevê a possibilidade de encerramento de contas que não tenham sido movimentadas. Não é possível se apropriar de um patrimônio que não é de sua propriedade", afirma o documento. O BC ressalta ainda que a Caixa, antes da baixa das contas classificadas como inativas, procedeu à reclassificação de seus saldos para uma conta de natureza diversa da de poupança. O voto do conselho diretor que aprovou o encerramento das contas consideradas inativas também autorizou a transferência de seus saldos para a rubrica "Credores Diversos", em uma subconta denominada "Contas Encerradas - RE. BACEN 2025/93". "A mudança na conta de registro desrespeita a essência econômica (depósito) da operação e, ainda, compromete a sua devida evidenciação", acrescenta o parecer do Banco Central. Segundo os técnicos do BC, "o procedimento visa a afastar a transparência".

Um dos anexos do relatório da CGU é o chamado "Certificado de Auditoria Anual de Contas", assinado pelo coordenador-geral da área fazendária, Antonio Carlos Bezerra Leonel. Ele identifica como responsáveis diretos pela operação os vice-presidentes da Caixa Raphael Rezende Neto, da área de controle e risco, e Fabio Lenza, que cuida das contas de pessoa física. "Um dos vice-presidentes foi responsável pela execução do procedimento sem adequada transparência nas demonstrações contábeis e consulta ao Banco Central, o outro era responsável pela área finalística de onde mais de 99,70% dos recursos eram oriundos. Cabe ressaltar que o procedimento foi aprovado pelo conselho diretor da Caixa em 2010, mas não havia nenhuma explicação de que os recursos obtidos pelo procedimento seriam retirados do passivo para o resultado do banco", escreve Leonel, que recomenda a aprovação com ressalva das contas dos dois dirigentes. O voto é reiterado pela diretora de auditoria econômica da CGU, Renilda de Almeida Moura, que o encaminha ao ministro-chefe da Controladoria-Geral, Jorge Hage, e ao Tribunal de Contas da União.

O Banco Central já enviou para a CGU a conclusão final da inspeção feita nas contas da Caixa. Também emitiu ofício à CEF determinando a cessação imediata da prática adotada e a correção dos lançamentos contábeis na prestação de contas de 2013. Isso significa que o lucro inflado irregularmente em 2012 pela apropriação irregular das poupanças deverá ser descontado do lucro que será divulgado pela Caixa até março. A CEF também foi obrigada a emitir uma nota explicativa do caso e a ressarcir os correntistas que tenham sido prejudicados. Até novembro do ano passado, mais de 6,4 mil clientes já procuraram a Caixa preocupados com o desaparecimento de seus depósitos, num total de R$ 20,6 milhões. O banco diz que está restituindo cada centavo corrigido.

PMDB ameaça antecipar convenção e abandonar Dilma



Acho pouco provável que aconteça. O que mais me chamou a atenção é a falta de cerimônia com que é tratada a compra de tempo de TV pelo Governo Dilma através da entrega de ministérios aos aliados. Não sei se eles se dão conta, mas os ministérios não são do PT, e sim do Estado. E são financiados pelos impostos pagos por todos os brasileiros. Deveriam, portanto, servir a nós, e não a candidata. O que acontece na prática nada mais é do que uma versão mais moderna do Mensalão.

Em todo caso, segue abaixo a notícia da Folha:

Preterido na reforma ministerial, PMDB ameaça abandonar Dilma

Irritada com a resistência da presidente Dilma Rousseff em dar mais um ministério para o PMDB, a cúpula do partido resgatou na segunda-feira uma ideia antiga: antecipar de junho para abril a convenção nacional que discutirá o caminho da legenda nas eleições presidenciais deste ano.

Na prática, a antecipação do calendário guarda uma ameaça velada: o risco de desembarque do PMDB do governo.

O Palácio do Planalto ainda vê o gesto como blefe e, ao menos por ora, duvida de uma saída drástica como essa. O partido tem cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Agricultura e Secretaria de Aviação Civil) e quer ganhar a Integração Nacional.

Em conversa preliminar na noite de segunda-feira com o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), Dilma afirmou que precisa contemplar outros aliados, como PTB, Pros e PSD, e evitar que eles migrem para o campo da oposição.

No encontro, a presidente disse que o PSD de Gilberto Kassab está subrepresentado, e que PTB e Pros ainda não tem cargos no primeiro escalão. Ambos ficaram de falar novamente.

Ao deixar a reunião ontem, Temer seguiu para sua residência oficial, onde se encontrou com integrantes da cúpula peemedebista para comunicá-los da posição do Planalto sobre a reforma ministerial.

Nos bastidores, diversos integrantes da legenda começaram a circular a proposta de antecipar a convenção partidária, alternativa enfaticamente negada pelo vice em dezembro, quando os mesmos rumores começaram a circular.

No mês passado, durante encontro com jornalistas, ele havia dito que, se o PMDB seguisse esse caminho, não haveria volta. À época, afirmou que a legenda não poderia antecipar a convenção, desembarcar do governo, ser atendido e, então, fazer outra convenção para voltar.

Ele também afirmou, à época, que tal manobra poderia custar a vice ao PMDB, o que não seria vantajoso para a sigla –e muito menos para ele.

CONFUSÃO

O clima no PMDB é o pior possível. Na quarta-feira à noite, a cúpula do partido se reunirá para tentar fechar uma posição comum. Conhecido pelo apetite por cargos, a ameaça de desembarque do governo é vista com ceticismo no Executivo. E é justamente com isso que Dilma conta.

O PMDB teria dificuldades de migrar para a campanha de Eduardo Campos (PSB-PE) à Presidência da República, diante da resistência da ex-senadora Marina Silva em receber uma legenda tida, em sua maior porção, como fisiológica. No PSDB, com a provável candidatura do senador Aécio Neves (MG), o ingresso é visto como mais fácil. O rompimento, porém, é uma decisão difícil.

Na conversa com Michel Temer, a presidente afirmou que tende a manter o PP no Ministérios das Cidades, pois não quer ver o aliado gravitando na órbita de algum dos dois principais adversários nas eleições deste ano.

O objetivo é não perder apoio de legendas hoje na base do governo. Quanto mais partidos na chapa de um candidato, mais tempo de TV esse candidato terá para fazer sua campanha. O cálculo de Dilma é justamente esse: ampliar sua hegemonia para divulgar seu programa de TV.

#VaiTerVaia

Já que o PT resolveu lançar o #VaiTerCopa como resposta aos manifestantes que lançaram o #NãoVaiTerCopa, resolvi entrar no clima e lançar o #VaiTerVaia. 

Obviamente a Copa irá acontecer. Sob quais condições, saberemos depois. Mas será uma oportunidade única para esculhambar com o PT para o mundo inteiro assistir. 

Será muito mais do que merecido.


A estratégia de Aécio



Dora Kramer, no Estadão:


Marcação voto a voto

"Quem ganhar em dois dos três maiores colégios eleitorais será presidente do Brasil", afirma e reafirma o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aos correligionários do PSDB, que adotam o prognóstico como mantra e concentram esforços na montagem de alianças eficientes em São Paulo, Minas e Rio.

Sem descuidar do Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste porque o trajeto é acidentado e a chance de vitória uma hipótese ainda remota. O critério principal dos tucanos nessa altura dos acontecimentos é regional. O instrumento, o mapa do Brasil usado como manual de instruções para a montagem do plano eleitoral.

Está decidido no PSDB que o caminho já não é o da aliança partidária. O tempo de televisão não tem sido considerado o mais importante. Até porque nesse quesito não dá para competir com o governo. Tanto que a tendência é a escolha de um vice do PSDB. Se for mulher, o nome é o da ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie, filiada desde outubro ao partido.

A ideia é agregar regiões, sair com ao menos três milhões de votos à frente em Minas, território do candidato, ganhar em São Paulo e rezar para que o vexame não seja muito grande no Rio de Janeiro, onde o PSDB inexiste.

Os tucanos estão relativamente tranquilos quanto ao desempenho nos Estados do Sul e do Centro-Oeste, tomando por base o resultado de eleições anteriores.

No Nordeste, contam com a redução de danos em relação à supremacia do PT, aliando-se com o PMDB na Bahia e no Ceará, com o adversário da família Sarney no Maranhão, abrindo mão de candidato em Pernambuco para deixar o campo livre para Eduardo Campos sugar votos da presidente Dilma Rousseff.

O "discurso" virá num segundo momento, quando a candidatura estiver oficializada na prática. Aécio Neves vai sustentar a campanha inicialmente em dois pilares: a desconstrução da imagem de gestora eficiente de Dilma, mostrando a fragilidade de resultados nas ações de governo, e a exposição do "time" - composto por autores e gestores do Plano Real - com o objetivo de recuperar o patrimônio da estabilidade e mandar mensagem de confiança ao mercado e ao setor produtivo.

Nas últimas semanas o candidato a ser confirmado em março incorporou ao seu repertório a frase "vou ganhar a eleição", acompanhada de um sorriso confiante.

Mas é evidente que a assertiva segura faz parte de seu show. É preciso aspergir otimismo, pois o cenário real é de uma batalha dura, cheia de obstáculos e expectativas adversas. Sem a vantagem inicial de 2010, quando largou no patamar de 40% das intenções de votos para José Serra, o tucanato tem se embrenhado País adentro conquistando parceiros, colhendo promessas de apoios, construindo pontes projetadas com precisão, sob a estreita vigilância da direção nacional.

As realidades locais serão observadas. Não para que cada seção do partido se movimente como bem entender, ao contrário: pois a ordem unida é a absoluta obediência das alianças às conveniências da candidatura presidencial.

Indigesto caviar. Mão no queixo, olhos fechados, rosto abaixado, a fisionomia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, ao lado da governadora Roseana Sarney enquanto ela afirmava que "o Maranhão vai muito bem", na entrevista sobre as carnificinas nas prisões do Estado, dizia mais que qualquer palavra.

Na versão dela, a violência aumenta em decorrência da prosperidade local. Na expressão do ministro, a consciência do peso (estrito senso) de uma aliança malsã, a exposição do elo do PT com o atraso e o desconforto de calar para não desagradar ao tantas vezes celebrado clã aliado.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Carrinhos vazios: Inflação de dois dígitos na cesta básica


Leiam no G1:

Cesta básica sobe mais de 10% em 2013 em 9 capitais, aponta Dieese
Valor aumentou em todas as 18 cidades pesquisadas.
Preço do tomate subiu até 34% no ano, mas recuou em quatro capitais.

O valor da cesta básica aumentou em 2013 nas 18 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Segundo o levantamento, divulgado nesta quinta-feira (9), em 9 das 18 localidades o preço subiu mais de 10% no acumulado do ano passado.

A maior alta foi verificada em Salvador, de 16,74%, influenciada pelo preço da carne, que subiu 14,71%. Também tiveram alta acentuada as cestas de Natal (14,07%) e Campo Grande (12,38%). As menores oscilações ocorreram em Goiânia (4,37%) e Brasília (4,99%). Em São Paulo, o aumento foi de 7,33%.

Só em dezembro, houve elevação do valor da cesta em 15 cidades. As maiores altas foram registradas em Goiânia (7,95%) e Florianópolis (7,86%).

Porto Alegre foi a capital com o maior valor para a cesta básica em dezembro (R$ 329,18), seguida por São Paulo (R$ 327,24) e Vitória (R$ 321,39). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 216,78), João Pessoa (R$ 258,81) e Salvador (R$ 265,13).

Salário mínimo deveria ser R$ 2.765

Com base no custo apurado para a cesta básica no país, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência, o Dieese estima que, em dezembro de 2013, o menor salário pago no país deveria ser R$ 2.765,44, ou seja, quatro vezes o mínimo em vigor.

Segundo a pesquisa, em dezembro de 2012, o valor necessário para atender às despesas de uma família era de R$ 2.561,47.

Em dezembro do ano passado, a jornada de trabalho mensal necessária para compra dos alimentos essenciais por um trabalhador remunerado com salário mínimo foi de 94 horas e 47 minutos, ante uma jornada de 94 horas e 23 minutos no mesmo mês de 2012.

Tomate subiu até 34%

Entre os produtos da cesta básica, leite, farinha de trigo, banana, pão francês e batata tiveram aumento em todas as regiões do país em 2013, segundo o Dieese. Já o óleo de soja foi o único produto da cesta que teve o preço reduzido nas 18 capitais pesquisadas.

O custo do leite "in natura" aumentou em todas as cidades analisadas em 2013, com variações acumuladas entre 6,18% (Manaus) e 28,24% (Belém). A farinha de trigo teve variações que chegaram a 67,06%, em Florianópolis, e 55,56%, em Campo Grande. O preço do pão francês variou entre 2,13%, em Aracaju, e 24,17%, em Campo Grande. No caso da batata, a alta ficou entre 4,41%, no Rio de Janeiro, e 45,60%, em Porto Alegre.

O tomate, apontado como o grande vilão da inflação no início de 2013, acumulou no ano alta de até 34,43% em Natal, 33,61% em Vitória, 28,87% em Aracaju, 21,09% em Porto Alegre e 20,57% no Rio de Janeiro. O preço do produto, porém, não variou em Brasília e chegou a diminuir em Salvador (-6,91%), Campo Grande (-4,01%), Manaus (-3,61%) e Goiânia (-2,46%). Em São Paulo, o preço do tomate acumulou um aumento de 3,76% no ano.

O maravilhoso Maranhão de Dilma e Roseana Sarney

Andrea Neves será a responsável pela comunicação na campanha presidencial de Aécio, seu irmão



Leiam no Estadão:


Irmã de Aécio terá cargo de chefia na campanha 
Andrea Neves é chamada para coordenar área de comunicação e organizar convenção que vai oficializar candidatura do senador ao Palácio do Planalto

São Paulo - Provável candidato à Presidência em 2014 pelo PSDB, o senador mineiro Aécio Neves escolheu sua irmã, a jornalista Andrea Neves, para coordenar uma das áreas mais sensíveis da campanha: a comunicação. O plano inicial do tucano era que ela deixasse em março a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social, cargo ocupa desde 2003 no governo mineiro, para assumir oficialmente o posto e organizar a convenção do partido que oficializará o nome de Aécio na corrida presidencial.

Em todas eleições disputadas por Aécio desde 2003, Andrea se desicompatibilizou do cargo que ocupava para integrar a equipe do irmão. No governo, tinha atribuições que iam além do cargo na assistência social. Coordenou o Núcleo Gestor de Comunicação Social. Também cuidava da imagem do irmão na mídia.

Sua saída, no entanto, foi antecipada para esta quarta-feira, 8, devido ao estado de saúde de Angela Neves, irmã mais nova da família, que sofreu em outubro uma isquemia cerebral e está em estado grave em um hospital no Rio.

"A entrada dela na campanha é natural pelo currículo na área e pela afinidade que tem com o Aécio", diz o deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro e um dos mais próximos aliados do senador. Ele explica, ainda, que Andrea terá um papel central na campanha, mas a coordenação geral será feita por um político de "envergadura nacional", provavelmente um senador ou ex-governador.

Os nomes mais lembrados por "aecistas"são o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira, que também pode ser candidato a vice-presidente, ou Cássio Cunha Lima, ex-governador da Paraíba. Pestana também é cotado para a vaga.

Ao deixar o governo, Andrea acabou também antecipando o calendário político mineiro. Quem assumiu o comando da Servas foi Célia Pinto Coelho, mulher do vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), que assumirá o governo em junho.

Com isso, o atual governador, Antonio Anastasia (PSDB), disputará o Senado, e o ex-ministro Pimenta da Veiga deverá concorrer ao governo do Estado.

Marqueteiro. Uma das primeiras tarefas de Andrea Neves na campanha será definir o nome do marqueteiro do tucano. Em dezembro, Aécio rompeu com o publicitário Renato Pereira, que produziu todas as propagandas do PSDB em 2013. O motivo do término da parceria foram as divergências de estratégia que surgiram entre os dois.

Com isso, o nome mais cotado para assumir o núcleo de marketing da campanha passou a ser o do publicitário mineiro Paulo Vasconcelos, que coordenou diversas campanhas do PSDB em Minas Gerais e conta com a inteira confiança do senador mineiro.

Antes de Vasconcelos, o senador Aécio Neves chegou a sondar o publicitário Nizan Guanaes. A ideia, no entanto, não teria avançado, segundo aliados do senador, devido ao estilo centralizador do marqueteiro, que fez as campanhas de José Serra em 2002 e de Fernando Henrique Cardoso em 1998.

O formato da comunicação da campanha tucana em 2014 será inédito. Em vez de deixar um publicitário tomar todas as decisões solitariamente, será instituído um conselho de comunicação, que deve ser comandado por Andrea Neves. De acordo com dirigentes tucanos, o modelo verticalizado e personalizado da condução do marketing eleitoral está esgotado e não é o mais saudável.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Em busca de votos, Dilma se cala perante o terror que domina o Maranhão


Assistam aos dois vídeos abaixo. Eles mostram a situação em que se encontra o Maranhão, governado desde sempre pelos fiéis aliados de Dilma Rousseff, a família Sarney.

O primeiro deles mostra criminosos incendiando um ônibus com passageiros, no episódio em que a menina Ana Clara, de 6 anos de idade, acabou morrendo em função das queimaduras que atingiram 95% de seu corpo.

O segundo vídeo mostra o quadro atual no interior dos presídios maranhenses. Detentos registram em um vídeo os corpos decapitados e esfaqueados de alguns companheiros de cela. Ambos os vídeos são chocantes e não recomendados para pessoas sensíveis.





Diante deste cenário de horror, nossa presidente da República permanece no mais absoluto silêncio, fingindo que não tem nada a ver com o assunto. Não se esqueçam que em algumas situações críticas em São Paulo, estado governado pela oposição, o Governo Dilma enchia o peito para oferecer auxílio federal, ao mesmo tempo em que criticava a política de segurança do governador Geraldo Alckmin, tida pelos petistas como muito repressiva. 

Leiam abaixo reportagem do Globo para entender os motivos:

Onda de violência: Dilma se cala para evitar críticas aos aliados Roseana e Tarso
Até agora, nem ministro da Justiça deu declarações sobre crise nas prisões

BRASÍLIA — O governo federal quer afastar ao máximo a presidente Dilma Rousseff da grave crise que atinge os sistemas prisionais do Maranhão e do Rio Grande do Sul. Os dois estados são comandados por aliados de primeira hora da presidente, os governadores Roseana Sarney e Tarso Genro, e são considerados fundamentais nas eleições deste ano. Diante da gravidade da situação nas prisões, a presidente não teria como fazer qualquer pronunciamento acrítico.

Por isso, a determinação do governo é que caberá ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pronunciar-se sobre o caso — o que ainda não havia ocorrido até o início da noite de ontem. Até agora, o Planalto permanece calado.

Na terça-feira, chegou a ser anunciada uma entrevista do ministro Cardozo para tratar de outros assuntos da área, mas ele acabou mandando representante, depois de se reunir por cerca de 40 minutos com a presidente Dilma no Alvorada. A única ministra a se pronunciar até agora foi a chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, que emitiu nota oficial repudiando “com veemência a barbárie e a banalização da vida”.

Apesar de não tratar publicamente do assunto, a presidente se reuniu com Cardozo e com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir o tema. Em 2010, Dilma obteve no Maranhão sua segunda maior vitória eleitoral, com 79% dos votos no segundo turno, atrás apenas dos 80% obtidos no Amazonas.

Hoje, o objetivo da presidente é garantir o apoio das duas forças que deverão disputar o governo do Maranhão: o presidente da Embratur, Flávio Dino, e o candidato que vier a ser indicado pela família Sarney.

O palanque duplo no estado é um dos principais focos de animosidade entre peemedebistas e petistas. A direção nacional do PMDB está considerando o apoio do PT no Maranhão como uma pré-condição fundamental para que seja sacramentada a aliança nacional entre os dois partidos.

Os militantes do PT no estado, no entanto, são historicamente mais próximos de Flávio Dino. O comunista, no entanto, já fechou um acordo com o presidenciável Eduardo Campos e afirma, publicamente, que ele terá espaço em seu palanque independentemente de também vir a receber ou não apoio do PT.

PSDB emite nota em apoio a Eduardo Campos após ataque sujo do PT



Leiam no site do PSDB:


PSDB solidariza-se com Eduardo Campos e Marina Silva

O PSDB manifesta solidariedade ao presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, e à ex-senadora Marina Silva por mais essa flagrante demonstração de intolerância do Partido dos Trabalhadores em relação aos seus opositores, o que confirma a incapacidade do partido de conviver com adversários e ideias que se contrapõem ao atual projeto de poder.

Agora na oposição, o governador de Pernambuco e a líder do Rede-Sustentabilidade experimentam a face covarde e autoritária do ativismo petista, da qual outros líderes das oposições têm sido vítimas contumazes, nas redes sociais: ataques organizados, quase sempre encobertos pelo anonimato de uma suposta militância dedicada a destruir reputações, e que atua como um exército especializado em tentar transformar mentira em verdade e calúnia em informação.

Os brasileiros e a democracia brasileira reclamam um novo ambiente político, onde as divergências sejam respeitadas e as artimanhas de intolerância montadas para constranger adversários e impedir o debate democrático sejam desarmadas.

Executiva Nacional do PSDB Brasília, 08 de janeiro de 2014

Túnel do tempo

Uma brincadeirinha com uma foto que tirei na Fortaleza de Anhatomirim:


Reinaldo Azevedo comenta pânico dos petistas com a Copa

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Trem-Fantasma: Dilma terminará seu mandato sem concluir ferrovias que deveriam estar prontas há pelo menos 3 anos



Leiam na Folha:


Dilma deve encerrar mandato sem entregar ferrovias estratégicas

A presidente Dilma Rousseff vai terminar seu mandato sem conseguir concluir duas ferrovias estratégicas para o país, que deveriam estar parcialmente prontas ainda no governo Lula.

Trechos da Fiol (Ferrovia Oeste-Leste), na Bahia, e da Norte-Sul estão sendo feitos pela Valec, a estatal responsável por ferrovias.

A Norte-Sul permitirá escoar com mais qualidade e menos custos a safra agrícola da região Centro-Oeste em direção a portos no Norte e no Sudeste. A Fiol, por sua vez, vai dar condições para o início da exploração de uma das maiores minas de minério de ferro do mundo.

A ferrovia baiana foi anunciada em 2007, com previsão de início de obra em 2009, para que um trecho fosse inaugurado em 2010 e toda ela fosse concluída em 2012.

assado um ano do prazo final, apenas metade das obras do primeiro trecho foi feita. A Valec promete concluir a operação em dezembro de 2015. Não há previsão para o início da construção do segundo trecho.

Os problemas da Fiol mostram que o governo aprendeu pouco com o fracasso da construção da Ferrovia Norte-Sul, que se arrasta há quase três décadas.

Problemas comuns, que paralisaram as obras da primeira linha, repetiram-se na Fiol: projetos malfeitos, licitações suspeitas, falta de licenciamentos.

Vários trechos da obra foram paralisados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) porque foram licitados com projetos sem qualidade.

Quando a proposta definitiva ficou pronta, foram necessários aditivos que encareceram e descaracterizaram o que foi licitado, gerando novas paralisações.

Como o projeto definitivo foi feito sem licenciamento ambiental, vários trechos da linha devem passar em áreas sensíveis, o que dificultou a aprovação pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis).

A Valec informou que vem nos últimos anos seguindo as recomendações de órgãos de controle para melhorar a qualidade dos projetos com que são feitas as licitações, com sondagens em número adequado por exemplo. Dessa forma, é possível evitar atrasos no momento da execução dos projetos.

As duas obras que estão atrasadas foram contratadas na década passada, com projetos classificados pelos órgãos de controle como de má qualidade, que resultaram nos atrasos e aumentos nos custos das obras.

NORTE-SUL

A Norte-Sul tem dois trechos atualmente em obras. O primeiro -entre Palmas (TO) e Anápolis (GO)- chegou a ser inaugurado, em 2010, pelo então presidente Lula. Naquele ano eleitoral, o governo informou que 98% das obras estavam prontas.

Na prática, o volume concluído era menor e o tráfego de trens era inviável. Desde então, a Valec vem tentando concluir a obra. A promessa mais recente é entregar a linha até março de 2014.

Segundo a estatal, assim que estiver concluída e for obtida a licença de operação no Ibama, ela mesmo vai operar a passagem de trens até que a via seja concedida para a iniciativa privada.

Nesse período, terá de contratar pessoal e fazer manutenção, entre outras atribuições que não são de sua competência.

Não há ainda definição de quando a via irá a leilão. Quando isso acontecer, serão necessários entre seis meses e um ano para que o novo operador assuma, dependendo dos prazos de licitação e assinatura de contrato.

A ideia do governo é conceder esse trecho junto com um segundo que está em construção, entre Anápolis e Estrela D'Oeste (SP). Essa obra também deveria ter ficado pronta em 2012 pelas previsões do governo.

Mas os problemas se repetiram e a previsão agora é que ele só esteja concluído em dezembro de 2014. Para isso, no entanto, é necessário que cheguem no prazo trilhos comprados da China.

Além de importar os equipamentos, a Valec precisa levá-los até o local da obra -de caminhão. A estatal diz que vai iniciar a contratação do frete ainda neste ano.