quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Programa do PSDB em setembro focará classe média e empreendedorismo jovem



No Globo:


Aécio grava programa semanal de TV mirando nova classe média 
Nas conversas, pré-candidato do PSDB aborda propostas para os programas assistenciais do governo

BRASÍLIA — Quem pode mudar sua vida é você. Com esse mote, o presidente nacional do PSDB e pré-candidato do partido a presidente, Aécio Neves (MG), termina de gravar esta semana o programa semestral de dez minutos que será veiculado em cadeia de rádio e TV no dia 19 de setembro.

Dentro da estratégia de se mostrar como candidato para o país todo, no programa do dia 30 de maio, Aécio contou sua trajetória e experiências políticas. Agora, sempre tendo como alvo as classes B2, C1 e C2 — a chamada nova classe média —, Aécio será mostrado conversando com o Brasil, já olhando para o futuro e centrando em propostas de porta de saída para os programas assistenciais do governo, como o Bolsa Família.

Será o primeiro passo para o enfrentamento com o PT na área social, um campo sensível para a oposição. A ideia de Aécio e do PSDB é mostrar que o PT da presidente Dilma e do ex-presidente Lula “não tem o monopólio das boas intenções”.

— Na questão econômica é até covardia disputar com o PT porque sempre fomos mais eficientes e responsáveis. Agora vamos partir para o enfrentamento na área social. Vamos discutir o Bolsa Família, tirar esse fantasma da nossa frente. Vou enfrentar essa caixa preta com a seguinte lógica: vamos manter, mas queremos fiscalizar. Pelo menos uma vez por ano um assistente social terá que visitar a família para ver se a criança está indo na escola. O PT desistiu das condicionalidades e portas de saída, só se preocupa em aumentar o número de beneficiados — disse Aécio, ontem.

Ele diz estar numa maratona de viagens, mas de terça-feira a quinta permanece no Senado, para cumprir seu mandato e papel de um dos líderes da oposição ao governo. Com o gabinete sempre cheio, ontem, por exemplo, só conseguiu almoçar um prato de sushi quando anoitecia.

Gravou esta semana em São Paulo e nas obras de transposição do Rio São Francisco. Hoje ele lança o Portal Social, que também será mostrado no programa de TV. O portal do PSDB será uma vitrine para troca de experiências sobre os projetos bem sucedidos dos oito governadores tucanos na área social.

Serão mostrados os programas mineiros Travessia — mutirões de saúde, segurança, saneamento, cultura nos municípios de menor IDH —, e Poupança Jovem, em que o aluno, quando entra no ensino médio, tem depositado em uma conta pessoal R$ 1.000 ao final de cada ano, se tem frequência de 90%, média acima de 6.0, frequenta oficinas e não tem passagem pela polícia. Aos 21 anos é estimulado a usar a poupança para se associar e abrir uma pizzaria, ou fábrica de silk screen.

— Os jovens querem alternativa para a cooptação do crime e os ajudamos a empreender. Eles podem mudar sua vida. Esses programas, ao contrário do Bolsa Família que não tem porta de saída, apresentam resultados fantásticos de redução de criminalidade e evasão escolar. O PSDB não pode mais aceitar passivamente que o PT tem o monopólio das boas intenções. Vamos partir para o embate frontal para mostrar que nossos programas tem retorno e avaliação de resultados — disse Aécio Neves.

Ele diz que não há mais o temor na população em discutir os rumos do Bolsa Família , e não “cola” mais chantagens do PT e do governo de que a oposição quer acabar com o programa. Segundo o tucano, a própria sociedade está revoltada em ver o cara do lado, dono da padaria ou parente do prefeito, recebendo o benefício sem merecer.

— Nesse programa vamos conversar com gente que quer ter oportunidade para melhorar de vida — afirma o tucano.

Os protestos de rua também serão abordados no programa de rádio e TV do PSDB. Mas Aécio diz que o enfoque será o do reconhecimento da legitimidade, e não de tentativa de se apoderar do movimento:

— Não vamos incorrer no erro do PT de querer se apropriar de algo que era contra ele, contra o governo e contra todos nós. O recado foi para todos nós. Em seu programa, nessa tentativa de desviar o foco, o PT misturou Lula e Dilma com Ghandi, Mandela e Martin Luther King. Ficou ridículo!

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