quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Gilberto Kassab descarta apoio do PSD a Serra, caso ele seja mesmo candidato

Crie juízo, Serra. Tentar ser candidato por outro partido possivelmente representará o capítulo final de sua longa trajetória política. Se quiser, poderá ser o candidato do PPS facilmente. Basta querer e avisar o Roberto Freire. Mas valerá a pena? Com menos de 1 minuto de TV, sem apoio de outros partidos e com a rejeição do eleitorado mais conservador a votar num partido comunista, a única dedução possível é uma fragorosa derrota. Sem a estrutura do PSDB, ficará cada vez mais complicado para ele recuperar alguma importância na política brasileira.

Qual a opção? Voltar ao parlamento, como deputado, puxando uma enxurrada de votos e elegendo uma forte bancada tucana na Câmara, ou como senador, tomando facilmente a vaga petista de Eduardo Suplicy. Sem desconsiderar a possibilidade de voltar ao Executivo como ministro de um possível Governo Aécio. Será que ele acha pouco?

Leiam abaixo trecho da entrevista de Gilberto Kassab a Fernando Rodrigues, na Folha de São Paulo, onde fica muito evidente a dificuldade que seria para Serra conseguir apoios para sua empreitada:
 
"Se ele (Serra) pedir para conversar sobre uma possível aliança com o seu partido, qual é a perspectiva disso prosperar? 
A minha posição será a posição do meu partido. Sou presidente de um partido. Qualquer conversa que eu tenha com o Serra ele saberá, como ele sabe, que a tendência do nosso partido, qualquer que seja o quadro, é apoiar a reeleição da presidente Dilma. 

É difícil o seu partido apoiar o José Serra em 2014, então? 
É difícil deixar de apoiar a presidente Dilma. 

Isso significa então que é difícil apoiar o José Serra? 
É, porque diante das circunstâncias é um quadro muito bem encaminhado. É público isso."

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