sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Entra rachando, Aécio!

NÃO PODEMOS DAR MOLEZA PARA O TIME VERMELHO
Uma vez confirmado o nome de Aécio Neves como o candidato do PSDB para 2014, creio que é o momento de começar a descer a lenha no governo. Acredito que o nome de Aécio pode realmente ser competitivo na próxima eleição presidencial, mas desde que busque logo um lugar ao sol. Se a sua tão propalada capacidade de aglutinação for verdadeira, então obviamente quanto mais tempo ele dispuser para exercitá-la, melhor. Concordo com Fernando Henrique neste ponto, é preciso se declarar candidato o quanto antes.

A candidatura petista, é evidente, caberá a Dilma, que tentará a reeleição. Será um nome forte e difícil de ser batido, ao que tudo indica. Mas nem tudo são flores para ela e para o governo. Provavelmente a população brasileira deve ter recebido um mínimo de informação sobre os graves casos de corrupção que orbitam há muito tempo o PT. A bandeira da ética hoje virou pano de chão no Palácio do Planalto. Carismática Dilma nunca foi. Seu desempenho em entrevistas e debates é fraquíssimo, como pudemos verificar em 2010. Sua fama de gerentona está caindo por terra dia após dia, com o país paralisado e sem investimentos. A economia brasileira está travada, e seu crescimento vem sendo superado de longe pelos outros países emergentes e até mesmo por economias desenvolvidas, que habitualmente crescem em ritmo mais lento.

Como diabos então ela lidera todas as pesquisas eleitorais no momento?

Muito simples. Ao meu ver, o que falta é uma outra opção ser apresentada à população. Alguém que vocalize uma possibilidade de mudança segura, que se assuma como porta-voz dos brasileiros descontentes com os rumos do país - e podem ter certeza que não são poucos. É preciso, se não for possível pautar o debate político, ao menos entrar de sola para dividí-lo com o governo. Não dá para fugir da dividida. É hora de dar carrinho, sujar a camisa de barro e de grama. É preciso se apresentar ao Brasil, mostrar um nome e um rosto para que fique registrado que há uma alternativa. O acanhamento da oposição nos dá a impressão que vivemos numa monarquia, na qual ninguém ousa discordar da realeza. 

Este momento no qual o Brasil se encontra deveria ser o sonho de qualquer um que pretenda fazer oposição, e deveria ser o pesadelo de qualquer um na situação. Mas surpreendentemente parece que ninguém se dá conta disso.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

América Latina: Protecionismo x Liberalismo

No Ex-Blog do Cesar Maia:


AMÉRICA LATINA! MAIOR LIBERDADE COMERCIAL, MAIOR PIB! MAIOR INTERVENCIONISMO, MENOR PIB!
           
1. As diversas regiões da América Latina podem ser divididas pela liberdade comercial maior ou menor dos países. México é parte da integração comercial com EUA e Canadá. Todos os países da América Central têm acordos de livre comércio com os EUA, inclusive a bolivariana Nicarágua. Há um movimento de deslocamento de empresas internacionais da China para a América Central, que já oferece maior vantagem comparativa. Que o digam as marcas Calvin Klein e Victoria Secret que tem base de produção no norte de Honduras.
           
2. Da mesma maneira o acordo comercial do Caribe, exceção, é claro de Cuba. Chile, Peru, Colômbia e Panamá têm acordo de livre comércio com os EUA. Chile e Peru, além disso, têm acordos de livre comércio com países asiáticos (especialmente) e europeus. 
          
3. Chile, Peru, Colômbia e México formaram recentemente a ‘Aliança do Pacífico’, para reforçar suas políticas comerciais comuns. Costa Rica e Panamá entram como observadores. Uruguai –a cada dia mais longe do Mercosul-, embora sem costa para o Pacífico, iniciou sondagens para se integrar a ‘Aliança’, abandonando o Mercosul.
           
4. Restam Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina, Brasil e Paraguai. Paraguai, apertado entre Argentina e Brasil e dependente de Itaipu, depois dos constrangimentos políticos na deposição constitucional do presidente, estuda alternativas. Sua economia está parada como a do Brasil e Argentina. A expansão da soja que já representa 26% de suas exportações é um caminho primário-exportador.
           
5. O que há de comum nos demais, ou seja, no Eixo central da UNASUL: Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina e Brasil? São economias que se fecham (falam em protecionismo) e governos intervencionistas. Tomando como regra se pode dizer que o Eixo-Unasul é a região de menor dinamismo econômico e maior imprevisibilidade da América Latina. Hoje se confunde com o Mercosul, cada vez mais um clube político.
           
6. Há que se propor aos economistas sêniores essa equação: intervencionismo e protecionismo explicam o menor dinamismo do Eixo-Unasul? Neste momento de crise internacional, certamente explica. Mas essa será uma tendência agravada para o futuro? Provavelmente, SIM.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dire Straits: Why Worry

Lula apunhalou Dona Marisa pelas costas - e usou o teu dinheiro para isso



Não é de hoje que todo o Brasil conhece a índole nada confiável do ex-presidente Lula. Sempre que necessário, para livrar-se de lambanças nas quais se envolvia, saiu de fininho e covardemente deixou seus comparsas ardendo no fogo sozinhos. Foi assim quando acusou de "aloprados" aqueles que forjaram um falso dossiê contra José Serra. Foi assim também quando afirmou ter sido traído quando o Mensalão explodiu. Em ambos os casos sobraram evidências de sua proximidade com o crime e todos os principais envolvidos gravitacionavam em seu entorno imediato.

Mesmo dois anos após deixar a Presidência, Lula segue causando danos ao país. Assim que veio à tona o mais recente escândalo da República, imediatamente Lula declarou ter sido "apunhalado pelas costas". Não citou nomes e não deu quaisquer satisfações a respeito de sua responsabilidade no episódio. Se Dona Marisa vai lhe cobrar satisfações à respeito do fato de ter sido traída por quase 20 anos, não me interessa - provavelmente Lula deve ter lhe alegado que não tinha conhecimento de seu próprio caso extraconjugal e das dezenas de viagens ao exterior que esteve acompanhado da "segunda dama" em sua alcova. Mas quanto aos brasileiros que financiaram esta linda história de amor? Serão ressarcidos? E quanto às nomeações e o abuso de poder patrocinados por sua namoradinha e pela sua quadrilha? Lula também não sabia o que se passava em seu gabinete presidencial em São Paulo? Esta sim é a verdadeira indecência que não podemos tolerar.

Leiam na Folha:

Relação com Lula explica influência de ex-assessora

A influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela manteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Rose e Lula conheceram-se em 1993. Egressa do sindicato dos bancários, ela se aproximou do petista como uma simples fã.

O relacionamento dos dois começou ali, a um ano da corrida presidencial de 1994.
À época, ela foi incorporada à equipe da campanha ao lado de Clara Ant, hoje auxiliar pessoal do ex-presidente. Ficaria ali até se tornar secretária de José Dirceu, no próprio partido.

Marisa Letícia, a mulher do ex-presidente, jamais escondeu que não gostava da assessora do marido.

Em 2002, Lula se tornou presidente. Em 2003, Rose foi lotada no braço do Palácio do Planalto em São Paulo, como "assessora especial" do escritório regional da Presidência na capital. 

Em 2006, por decisão do próprio Lula, foi promovida a chefe do gabinete e passou a ocupar a sala que, na semana retrasada, foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.
 
Nesse papel de direção, Rose contava com três assessores e motorista. 

Sua tarefa era oficialmente "prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao presidente da República, ministros de Estado, secretários Especiais e membros do gabinete pessoal do presidente da República na cidade de São Paulo". 

Durante 19 anos, o relacionamento de Lula e Rose se manteve oculto do público.
Em Brasília, a agenda presidencial tornou a relação mais complicada. 

Quando a então primeira-dama Marisa Letícia não acompanhava o marido nas viagens internacionais, Rose integrava a comitiva oficial. 

Segundo levantamento da Folha tendo como base o "Diário Oficial", Marisa não participou de nenhuma das viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.

Integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, na condição de anonimato, afirmam que a presença dela sempre causou mal-estar dentro do Itamaraty. Na opinião deles, a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo não era necessária. 

Oficiais da Aeronáutica se preocupavam com o fato de que ela por vezes viajava no avião presidencial sem estar na lista oficial. Em muitas vezes, Rose seguia em voos da equipe que desembarca antes do presidente da República para preparar sua chegada. 

Nessas viagens, seguranças que guardavam a porta da suíte presidencial nas missões fora do Brasil registravam ao superior imediato a presença da assessora. Oficiais do cerimonial elaboravam roteiro e mapa dos aposentos de modo a permitir que o presidente não fosse incomodado. 

Durante esses quase 20 anos, Rose casou-se duas vezes. Seu primeiro marido, José Cláudio Noronha, trabalhou na Casa Civil do então ministro José Dirceu quando Rosemary assumiu o escritório de São Paulo. 
Na chefia do gabinete, ela construiu a fama de pessoa de temperamento difícil. Lula chegou a receber de amigos reclamações dando conta de que ela tratava mal os funcionários. 

Um deles descreveu um episódio em que ela teria pedido para serventes limparem "20 vezes" o chão do escritório até que ficasse realmente limpo. 

Apesar do temperamento, Rose era discreta e não gostava de contato com a imprensa. Em algumas festas e cerimônias, controlava a porta de salas vips, decidindo quem podia ou não entrar. Também costumava se consultar com o médico de Lula e da presidente Dilma Rousseff, Roberto Kalil. 

Rose acompanhou o ex-presidente em algumas internações durante o período em que este se recuperava do tratamento de um câncer no Sírio-Libanês, em São Paulo. Mas só pisava no hospital quando Marisa Letícia não estava por perto. 

Na campanha presidencial de 2006, a chefe de gabinete circulou nos debates televisivos que Lula teve com o tucano Geraldo Alckmin. 

Ministros e amigos do ex-presidente não negam o relacionamento de ambos. Foi de Lula a decisão de manter Rosemary em São Paulo, conforme relatos de pessoas próximas. 

Procurado pela Folha, o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, afirmou que o ex-presidente Lula não faria comentários sobre assuntos particulares.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Mão à obra!

No Radar on-line, da Veja:

A adversária 

A cúpula do PSDB vai deixar um pouco Lula de lado e centrar fogo em Dilma Rousseff. Não vai mais poupá-la. Com o olho voltado para 2014, quer botar as mazelas do Brasil na conta dela o quanto antes. 

A propósito, a pressão do PSDB é monumental, mas Aécio Neves ainda não decidiu se topa assumir a presidência do partido em maio. Não sabe se deve ficar no centro do campo de jogo tão cedo. 

Por Lauro Jardim