segunda-feira, 17 de setembro de 2012

E agora, José?

Que tal lermos a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, e depois o poema de Carlos Drummond, para começarmos bem a semana?

Está chegando a hora: STF inicia hoje fatia do julgamento que inclui José Dirceu

















JOSÉ
Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!

José, pra onde?

domingo, 16 de setembro de 2012

Já vi esse filme. E os judeus também


Quem estudou a história da Segunda Guerra Mundial provavelmente lembra dos episódios envolvendo a "política de apaziguamento" adotada pelo primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain, antecessor de Churchill, em relação à Adolf Hitler. Enquanto a Alemanha nazista se entupia de armas até os dentes e anexava a Checoslováquia, Chamberlain acreditava que a negociação acalmaria os ímpetos expansionistas do Fuhrer. Pouco comovido com a bondade britânica, Hitler em seguida invadiu e anexou a Polônia, com a ajuda dos soviéticos. Com enorme atraso, Inglaterra e França se deram conta da burrada que haviam cometido e declararam guerra à Alemanha. Não preciso contar o desfecho dessa história.

Barack Hussein, presidente norte-americano: prestes a repetir Neville Chamberlain
Setenta e três anos e 60 milhões de mortos depois, a história parece se repetir. No papel de Chamberlain, o presidente norte-americano Barack Hussein (como é alguém que podem confiar num sujeito com esse nome?). No papel de Hitler, Ahmadinejad, presidente iraniano. Ocupando o papel do povo a ser dizimado, novamente os judeus.


Na Veja:
  
Irã terá bomba nuclear em 6 meses, diz primiê de Israel

Em entrevista à NBC, Benjamin Netanyahu pede novamente a ajuda de Obama

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo em entrevista a uma rede de televisão americana que o Irã atá muito próximo de dominar a tecnologia para desenvolver armas nucleares. Segundo o premiê, dentro de "seis ou sete meses" o governo de Teerã terá enriquecido 90% do urânio suficiente para uma bomba.

Netanyahu pediu que o presidente Barack Obama intervenha com urgência na situação, estabelecendo os limites que o Irã não poderia cruzar a fim de evitar uma ação militar. Obama, no entanto, se recusa a delimitar esta linha vermelha, como denomina Israel. "Vocês (os Estados Unidos) têm que montar essa linha vermelha diante deles agora, antes que seja tarde demais", disse Netanyahu ao programa Meet the Press da rede NBC.

Histórico – Israel considera o programa nuclear iraniano uma ameaça e seu primeiro-ministro insiste que as sanções internacionais impostas ao país não estão funcionando. Esta postura ampliou a distância entre o governo israelense e a administração de Barack Obama, que acredita que ainda há tempo para que o Irã modifique sua atitude e decida esperar para ver os efeitos das sanções.

O jornal israelense Haaretz publicou na semana passada uma respotagem dizendo que a Casa Branca teria rejeitado um pedido de Netanyahu para se reunir com o presidente americano nos Estados Unidos neste mês em razão da desavença. Uma autoridade israelense, que não quis ser identificada, explicou que autoridades de Washington disseram que o encontro não seria possível, pois “a agenda do presidente não permitiria".

Já o Irã nega que esteja deseonvolvendo uma arma atômica e garante que seu programa nuclear é civil, com finalidades pacíficas.

Barra da Lagoa





 

 




E a Veja, hein?



Aquilo que todos sabiam, agora nas palavras de um dos principais envolvidos no Mensalão: LULA SEMPRE SOUBE DE TUDO E FOI O GRANDE COMANDANTE DE TODO O ESQUEMA, garante Marcos Valério, que afiormou ainda que teme pela própria vida.

A gritaria dos petistas vai ser grande. Lá vem novamente todo aquele papo de golpismo da oposição e da imprensa. Enfim, tudo indica que será uma semana divertidíssima.

Vamos ler um pedacinho da reportagem, que roubei lá no blog do Reinaldo Azevedo:


REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO: 1) Mensalão movimentou R$ 350 milhões; 2) Lula, com Dirceu de braço direito, era o chefe; 3) presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos; 4) publicitário se encontrou no Palácio com Dirceu e Lula várias vezes; 5) Delúbio, o tesoureiro, dormia com frequência no Alvorada 

Vocês já viram a capa da revista VEJA. A reportagem traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado essa história de mensalão, “uma mentira”… Reportagem de capa de Rodrigo Rangel, na VEJA desta semana, revela, agora, um Marcos Valério amargo e, como se vê, propenso a falar o que sabe — o que tem feito com alguns amigos. Só que ele está com medo de morrer. Tem certeza de que será assassinado se falar tudo o que sabe. Acho, no entanto, que ele deveria fazê-lo. Os que podem estar interessados na sua morte temem justamente o que ele não contou — e a melhor maneira de preservar o segredo é eliminando-o. Que peça proteção formal ao Estado e preste um serviço aos brasileiros. Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli — que vinha tendo uma boa atuação até o julgamento do mensalão (ele decida o que fazer de sua biografia!) — ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”… Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido, sei lá, apenas por interesse pessoal. A verdade, assegura Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. Reputo como o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das sete páginas. 

“O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES” 
A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. (…) “Da SM P&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”. (…) 

LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU 
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”. (…) 

VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES 
A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex-presidente não respondeu. (…) 

PAULO OKAMOTTO, ESCALADO PARA SILENCIAR VALÉRIO, TERIA AGREDIDO FISICAMENTE A MULHER DO PUBLICITÁRIO
 “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto: “O papel dele era tentar me acalmar”. O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.” 

O PT PROMETEU A VALÉRIO QUE RETARDARIA AO MÁXIMO O JULGAMENTO NO STF 
O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo’… Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou. 

 “O DELÚBIO DORMIA NO PALÁCIO DA ALVORADA” 
Nos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasília, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que personagens centrais do mensalão transitavam no coração do governo Lula antes da eclosão do maior escândalo de corrupção da história política do país. Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro.” O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula. (…) 

EMPRÉSTIMOS DO RURAL FORAM FEITOS COM AVAL DE LULA E DIRCEU 
“O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?” Os ministros do STF já consideraram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro — com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiadores — não foi um favor a ele, mas ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?” Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’. ”A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. “Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Entre Allah e a Espada

Esses muçulmanos não tem mesmo salvação. Se um filme os caracteriza como irracionais,  ignorantes e violentos, o que fazem estes senhores para protestar? Comportam-se de forma irracional, ignorante e violenta, ora bolas.

Muito se fala que não podemos generalizar, que são atos isolados de alguns fanáticos fundamentalistas, etc e tal. Bobagem. Não dá para ficar em cima do muro. Vamos ser claros: O ISLAMISMO TRAZ CONSIGO A DESGRAÇA E O ATRASO ONDE QUER QUE SEJA.
 
Educando para o amor: na foto, mãe muçulmana flagelando seu filho.













Enquanto no Ocidente, constrangidos pela imposição politicamente correta, nos recusamos a associar a barbárie ao Islã, em muitos lugares do mundo os cristãos são perseguidos e dizimados por muçulmanos. Estes últimos, aliás, embasados na sua religião e em seu "livro sagrado". Leiam alguns trechos do best seller de Maomé:

“Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos; que sejam amigos entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por amigos, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos” 

"Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Deus. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor" 

"O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo" 

“Mas quanto os meses sagrados houverem transcorrido, matai os idólatras, onde quer que os acheis; capturai-os, acossai-os e espreitai-os” 

“Os fiéis, que, sem razão fundada (por alguma injúria ou são cegos ou aleijado), permanecem em suas casas, jamais se equiparam àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas pela causa de Deus” 

“Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos”

E então? Enxergam a coerência dos muçulmanos? Até quando iremos agir como bons cristãos e, também coerentemente, continuar oferecendo a outra face?

Sim, eu sei. O intolerante sou eu.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Arte de Ingenuidade Cínica

Nunca gostei deste Fernando Rodrigues. Que ele é petista, nunca me restaram dúvidas. Vejo agora que além disso, deve julgar que somos todos tontos. Não saquei muito bem qual a inteção deste texto, se tentar jogar a culpa no PT para inocentar a "presidenta" pelas lambanças que vem fazendo; ou se tentar discretamente sujar o nome do ex-presidente FHC num momento em que o PT está mal na fita, numa tentativa de desviar o foco. Talvez as duas coisas. Fingindo criticar Dilma, a cobre de elogios e dispersa as críticas para terceiros.

Obviamente ele sabe que Dilma, Lula e PT são a mesma entidade. Sabe também que o papel dela no Planalto é antes de tudo favorecer o partido e todos os delinquentes que o habitam, e para isso usará sem qualquer cerimônia as intituições da República. Sabe que esse papo de durona, gerentona, etc,  é conversa fiada para disfarçar sua enorme incompetência e falta de rumo. A paralisia econômica, o crescimento medíocre, as greves generalizadas, os investimentos públicos cada vez menores apesar da arrecadação cada vez maior e a política externa solidária com os trombadinhas bolivarianos são alguns detalhes que não deixam o Sr. Fernando Rodrigues mentir em paz. Tempos difíceis para os capachos da imprensa...

Tapem o nariz e leiam o texto dele aqui.

sábado, 1 de setembro de 2012

Por falar em Lua Azul...

Existe uma música muito conhecida nos States com o nome de Blue Moon of Kentucky. Como raulzófilo que sou, prefiro a versão do nosso Raulzito. Confiram:

See You Later

"O Brasil está se consolidando entre os países que mais estão crescendo no mundo ao longo do tempo. Isto é algo que veio para ficar porque nós observamos que vários países do mundo estão em crise e vão continuar crescendo lentamente, como é o caso dos países europeus. [Nós] nos tornamos a sexta economia do mundo porque passamos o Reino Unido e temos chances de continuar passando outros países europeus, que vão continuar em marcha lenta nos próximos anos.”
Guido Mantega, Ministro da Fazenda, nove meses atrás
PIBinho de Dilma/Mantega ficou a ver navios


Agora vejam o que segue:

PIB fraco faz Brasil perder posto de 6ª economia do mundo Segundo dados da Economist Intelligence Unit, PIB acumulado dos últimos doze meses mostra queda do Brasil e volta do Reino Unido ao posto 

O fraco resultado da economia brasileira no segundo trimestre sepultou a permanência do Brasil como sexta maior economia do mundo – posto que havia sido atingido no início do ano com o anúncio dos resultados econômicos de 2011, desbancando o Reino Unido. Ainda que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostre um estranho otimismo em relação aos próximos trimestres, o resultado atual – alta de 0,5% no PIB no primeiro semestre – coloca o país de volta à sétima posição, atrás de Grã-Bretanha, França, Alemanha, Japão, China e Estados Unidos. 

Segundo dados da Economist Intelligence Unit (EIU), centro de estudos econômicos ligado à tradicional revista britânica The Economist, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil nos últimos doze meses soma 2,391 trilhões de dólares, ante 2,415 trilhões de dólares da Grã-Bretanha. No ano passado, a economia brasileira produziu riquezas que totalizaram 2,48 trilhões de dólares, enquanto o país europeu somou 2,26 trilhões de dólares. 

Segundo o analista da EIU, Robert Wood, além da desaceleração econômica, a desvalorização do real foi crucial para a queda no ranking. "Desde março, o real enfrenta expressiva queda ante o dólar e isso afetou, parcialmente, o PIB brasileiro na comparação mundial", afirma Wood. Em março de 2012, a moeda americana era cotada a 1,71 real, enquanto, no final de junho, estava em 2,03 reais – mesmo cotação desta sexta-feira. "O desempenho da economia britânica é muito fraco, mas a libra tem se mantido estável em relação ao dólar", acrescenta o economista. 
Em abril deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado, em seu relatório trimestral, que o Brasil perderia o posto de sexta economia devido ao enfraquecimento do real. De acordo com o FMI, a economia brasileira deve encerrar o ano com um PIB de 2,449 trilhões de dólares, enquanto o da Grã-Bretanha deve chegar a 2,452 trilhões de dólares. O resultado frustrante ocorre mesmo após as inúmeras medidas de estímulo anunciadas pelo governo federal: o Planalto tem tentado aquecer a economia com medidas que vão do protecionismo para estimular a indústria nacional até a pressão para o corte de juros e expansão do crédito por parte dos bancos públicos e privados. Por último, a presidente Dilma decidiu apelar para o que realmente impulsiona o crescimento sustentável do país: os investimentos em infraestrutura por meio de um agressivo plano de privatizações: o PAC das Concessões. Contudo, o anúncio veio tarde demais para salvar o PIB de 2012.

Liberdade Ainda que à Tardinha

Caminhadinha na Lagoa da Conceição hoje à tarde com a família. Fica fácil ser fotógrafo quando a paisagem avança com tudo sobre você...