quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Segundo o único instituto que previu segundo turno, Serra está na frente

Lauro Jardim, no Radar on-line:

Por um ponto de diferença

Daqui a menos de duas horas, sai no Jornal Nacional o novo Ibope presidencial. Dará Dilma Rousseff na frente. Por causa do alcance do telejornal da Globo, será a pesquisa que o brasileiro médio comentará e levará em conta a partir de hoje.

As pesquisas internas do PSDB, no entanto, dão esperanças à campanha de José Serra. Na pesquisa feita por Antonio Prado Júnior, o Paeco, e que chegou hoje às mãos da cúpula tucana, Serra está na frente de Dilma por um ponto percentual – um empate técnico, portanto.

Por ser uma pesquisa telefônica, há que se fazer algumas ponderações estatísticas por motivos óbvios: nem todos tem telefones no Brasil. Nunca é demais repetir, todavia, que apesar de ser encomendada pelo PSDB, esta série de pesquisas foi a única que no final de setembro garantia que haveria segundo turno, ao contrário da opinião geral.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CNT/Sensus: diferença apertada de apenas 5 pontos

No UOL:

Sensus: Dilma tem 46,8% e Serra soma 41,8% do eleitorado

Pesquisa do instituto Sensus, encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transportes) e divulgada na noite desta quarta-feira (20), indica que a candidata do PT, Dilma Rousseff, venceria o segundo turno com 46,8% dos votos contra 41,8% do tucano José Serra. Brancos e nulos somam 4,1% e indecisos, 7,2% do eleitorado.

A pesquisa anterior, uma semana após o primeiro turno, a petista obteve 46,8% das intenções, contra 42,7% de Serra. Como a margem de erro é 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado apontava empate técnico entre os dois candidatos.

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira daria a Dilma 52,8% dos votos válidos, contra 47,2% de Serra.

Na pesquisa espontânea realizada nesta semana, na qual os candidatos não são identificados aos entrevistados, Dilma recebeu 45,3% das intenções de votos e Serra ficou 40,6%. Os demais nomes citados pontuaram 0,2% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda foi citado com 0,3%.

O índice de rejeição aos dois presidenciáveis permaneceu praticamente o mesmo, se levado em conta a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o último levantamento, realizado na semana passada. O candidato tucano tem um índice negativo maior: 39,8% ante 35,2% da ex-ministra-chefe da Casa Civil. Na pesquisa anterior, Serra teve 35,4% e Dilma, 35,4%.

A pesquisa foi realizada nos dias 18 e 19 de outubro, e entrevistou 2.000 eleitores em 24 Estados, com sorteio aleatório de 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 36.192/2010 no dia 14 de outubro.

Debate

Assim como no primeiro debate televisivo do 2º segundo turno, que ocorreu na TV Bandeirantes, o segundo, realizado pela Rede TV! e o jornal Folha de S.Paulo no último domingo (17), teve média de 30% dos entrevistados responderam que assistiram ao programa.

Dos eleitores que responderam à pesquisa CNT/Sensus, 53,5% avaliaram que o candidato tucano teve um desempenho melhor, contra 46,5% do ex-governador de São Paulo.

No debate anterior, Dilma mostrou, nas palavras dela, “um tom mais incisivo” para apresentar suas propostas e combater as críticas de seu adversário, Na ocasião, a pesquisa registrou desempenho melhor que o tucano: 54,7% dela contra 45,3% de Serra.

Ibope confirma a farsa!

Um descuido do Noblat revelou como são feitas as pesquisas do Ibope. Definem o resultado a ser apresentado e só depois se preocupam em fazer a pesquisa. Para entender melhor, leiam esta postagem do dia 18 (portanto 2 dias atrás e 2 dias antes do encerramento da pesquisa de campo).

Democracia apedrejada


Estamos tendo hoje uma prévia do que pode vir a ser um governo nas mãos dos radicais do PT. Como na vizinha Venezuela, milícias do partido buscam intimidar opositores através da violência. Segundo a Veja, militantes foram pagos para agredir. "Estamos sendo pagos para isso, para dar porrada”, disse um deles.  No entender destes democratas, a violência é uma forma legítima de responder àqueles que lhes fazem o confronto no campo político. Quem não se ajoelhar e pedir bênção ao Partido merece ser apedrejado. Nada muito diferente do que pensa certo aliado lulista que reside no Irã. Indignados, culpam os apedrejados pela violência. O próprio secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, veio com essa: "Eu lamento o incidente. Isso não é bom. Em momento algum o nosso partido incentiva esse tipo de ação. Agora, essa campanha instiga o ódio e isso não parte de nós. Infelizmente, foram eles que começaram essa campanha de ódio. Mas somos contra qualquer ato de violêncio e não aceitamos ações como essa". Obviamente a acusação dele fica no ar, sem que ele nos explique qual exatamente é a campanha de ódio que os tucanos supostamente começaram. Ódio é tentar tirar eles do poder de acordo com as regras? Ódio é ter ido ao segundo turno? Ódio é apontar as contradições do PT? Ódio é não colaborar com o enriquecimento da família da Erenice Guerra? Ódio é alguém denunciar que teve seu sigilo violado? 

Não é de hoje que agem assim. Vejam o vídeo abaixo, onde professores grevistas estimulados pelo PT de José Dirceu agridem o então governador de São Paulo Mário Covas, na época já debilitado pelo câncer.





As semelhanças entre os dois acontecimentos não são mera coincidência. Trata-se de um método de intimidação, com o qual pretende-se acuar os divergentes. Buscam a submissão da sociedade  por completo, e para isso não possuem limites. A mensagem não poderia ser mais clara: "Submeta-se, ou nossos adversários vão cancelar a tua Bolsa-Família! Submeta-se, ou divulgaremos dados sigilosos da tua família! Submeta-se, ou extirparemos o teu partido político! Submeta-se, ou fecharemos o teu jornal através do nosso "controle social da mídia". Submeta-se, ou será apedrejado nas ruas por nossas milícias!".

É necessária e mais urgente que nunca uma resposta dura da sociedade, para que se evite algo muito pior e cada vez mais previsível.

Serra vira e ultrapassa Dilma em Alagoas!

No Gazetaweb:

Pesquisa Gape mostra empate técnico
A 11 dias para a votação, Vilela tem apenas 2 pontos à frente; para presidente, Serra vence em AL


A primeira pesquisa Gape realizada no segundo turno das eleições revela mais um empate técnico entre os candidatos ao governo do Estado. Com apenas dois pontos percentuais na frente do adversário, Teotonio Vilela Filho (PSDB) aparece em primeiro lugar, com 44% das intenções de voto. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) ficou com 42% da preferência dos eleitores, garantindo a segunda posição.

A pesquisa Gape foi realizada durante todo o dia de ontem. 1.055 eleitores foram entrevistados em 20 municípios de Alagoas. Deste universo de alagoanos, 6% afirmaram que vão votar nulo no próximo dia 31 de outubro. Uma outra parcela de 5% dos eleitores disseram que ainda não sabem em que candidato ao governo vão votar. Outros 3% do conjunto de entrevistados preferiram não responder ao questionário. A pesquisa Gape foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) com o código f28aa43c87.

Margem de erro

De acordo com a metodologia aplicada pelo Gape, a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança adotado de 95%.

Levando em consideração a variação permitida com o cálculo da margem de erro, o empate entre Teotonio Vilela Filho e Ronaldo Lessa fica evidente. O candidato tucano obteve 44% das intenções de voto durante as entrevistas. Aplicada a margem de erro, a preferência dos eleitores pela sua candidatura oscila entre 47% e 41% no universo dos 1.055 entrevistados.

O candidato do PDT, Rolando Lesa, obteve 42% das intenções de voto na pesquisa do Gape. Considerando a margem de erro, ele pode ter entre 45% e 39% da preferência dos alagoanos nas urnas.

Como o resultado dos dois se cruzam na escala dos percentuais, é impossível dizer quem ganharia para o governo do Estado se as eleições fossem hoje.

Votação no 1º turno

No resultado do primeiro turno das eleiç~eos para o governo do Estado, o candidato Teotonio Vilela Filho saiu na fremte, com 534.962 votos, o que representa 39,58% dos votos de todos os alagoanos.

O ex-governador Ronaldo Lessa garantiu o segundo lugar, numa disputa apertadíssima com o senador Fernando Collor (PTB). Lessa conseguiu somar 394.155 votos, total que representa 29,16% dos mais de dois milhões de eleitores de Alagoas.

O candidato Fernando Collor chegou bem próximo de Lessa, somando 28,81% dos votos no Estado, mantendo até o final da apuração o suspense sobre quem disputaria o segundo turno com o governador Teotonio Vilela Filho.

Nestes últimos 11 dias até as eleições, além das pesquisas, os eleitores de Alagoas ainda terão o debate da TV Gazeta, no dia 28 de outubro, para ajudar a decidir em quem vão votar.
Serra fica à frente pela primeira vez

A disputa pela faixa presidencial sofre uma reviravolta em Alagoas, de acordo com a primeira pesquisa Gape realizada no Estado neste segundo turno das eleições. Durante todo o primeiro turno, todas as pesquisas divulgadas em Alagoas mostraram a candidata do presidente Lula (PT), Dilma Rousseff (PT), à frente do tucano José Serra (PSDB). Mas agora o jogo foi invertido.
Segundo os números da pesquisa Gape, neste segundo turno quem está na frente é o candidato José Serra. Ele aparece com 47% dos votos dos alagoanos, contra 43% somados pela ex-ministra Dilma Rousseff.

A diferença é de quatro pontos percentuais. Desta forma, considerando a variação permitida pela margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, na corrida presidencial em Alagoas também seria correto afirmar que foi registrado empate técnico entre os candidatos à Presidência da República.

Bandidos (3): Serra é agredido por tropa de nazi-fascistas do PT no Rio

No Blog do Reinaldo Azevedo:


Os nazistas estão nas ruas! Serra é agredido no Rio. O chefe da facção é o presidente da República

Quando aquele grupo de fascistas foi constranger os donos da gráfica Pana — que imprimia o material da Diocese de Guarulhos e que também havia trabalhado para petistas —, afirmei que as tropas de assalto dos nazistas estavam nas ruas; comparei a ação do grupo aos métodos da Sturmabteilung, a SA de Ernst Röhm, do tempo em que o nazismo não havia ainda se profissionalizado. Exagero? Eu apenas submeto a uma projeção aquilo que no petismo é ainda incipiente, imaginando, a partir de dados que eles próprios me fornecem , até onde podem chegar.

Hoje, um destacamento da Sturmabteilung (SA) agrediu o tucano José Serra. Agressão física mesmo! O candidato caminhava com partidários e aliados pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, quando se deparou com um grupo de militantes petistas, organizado com a finalidade exclusiva de constranger os tucanos e lhes tirar o direito constitucional de ir e vir. O pessoal da SA tentou impedir a passagem da social-democracia. Houve enfrentamento. Uma bobina de papel atingiu a cabeça de Serra, que chegou a ficar um pouco zonzo e teve de ser atendido no hospital Sorocaba. Pedras foram lançadas contra o grupo, que era acompanhado por repórter que cobriam a caminhada.

Quem é o (i)rresponsável por isso? Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República, cuja retórica de palanque simula uma guerra. Foi ele que, ao abandonar qualquer princípio de decoro a que sua condição obriga, ao renunciar à liturgia própria do cargo para se dedicar à campanha eleitoral mais rasteira, arrastou a disputa para o confronto de rua. Com uma diferença: só os seus brutamontes agridem.

Hoje, exercendo o seu papel predileto, o de vítima, Lula anunciou que a Polícia Federal está investigando ligações de telemarketing contra Dilma. Espero que a PF não esteja, também ela, a serviço do PT. Ou Lula não vai pedir que a polícia investigue os panfletos apócrifos contra Mônica Serra encontrados no QG petista?

Recorrendo à única metáfora em que consegue se expressar com alguma clareza teórica, afirmou: “O jogador que quer disputar um título mundial, ele não vai ficar rebolando dentro do campo. Ele vai jogar para marcar gol. Ele vai tirar a bola do adversário. Agora, isso tem de ser feito, mas o baixo nível que a campanha está tomando é uma coisa”. Não sei o que quer dizer direito, mas o certo é que esse jogo não supõe tentar quebrar a cabeça do adversário.

A retórica do presidente sempre foi e continua a ser a de um chefe de facção. E sua tropa de choque está nas ruas obedecendo, na prática, ao comando do chefe.

Bandidos (2): Escândalo Erenice é ainda pior do que se imaginava

Na Folha:

Sindicância aponta novos elos do caso Erenice na Presidência

O esquema de tráfico de influência comandado pelo filho da ex-ministra Erenice Guerra usava não apenas a estrutura da Casa Civil mas também a de pelo menos outros dois órgãos da Presidência da República: a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), informa reportagem de Andreza Matais e Felipe Coutinho, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Computadores e funcionários dessas outras duas repartições foram utilizados pelo grupo de amigos de Israel Guerra, filho de Erenice que era peça central do contato de empresários com negócios do governo --cobrando uma "taxa de sucesso" pelo tráfico de influência.

Esses novos braços do tráfico de influência foram identificados pela sindicância interna do Planalto que investiga a participação de servidores no esquema de tráfico de influência no órgão e cuja investigação corre em sigilo.

A comissão descobriu que o computador que era utilizado por Gabriel Laender na SAE foi acessado várias vezes com a senha de Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil e sócio de um filho de Erenice na Capital, empresa da família Guerra que intermediava negócios com o governo.

OUTRO LADO

Questionada sobre as motivações para levar Gabriel Laender para o governo federal, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff disse que não o conhecia e passou a responsabilidade para Erenice Guerra, que era a número dois da pasta.

"A ministra Dilma Rousseff não conhece o referido servidor e as nomeações de DAS 102.4 [cargo de Laender] são de responsabilidade da Secretaria Executiva da Casa Civil", afirmou, por meio de sua assessoria.

Bandidos (1): Campanha de Dilma está mesmo envolvida na quebra de sigilo de pessoas próximas de Serra, confirma a Polícia Federal

Na Folha:

Polícia Federal liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma

Investigação da Polícia Federal fez conexão entre a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato José Serra (PSDB) e o dossiê preparado pelo chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), informa reportagem de Leonardo Souza, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A PF já descobriu quem encomendou as informações: o jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao "grupo de inteligência".

Também identificou o homem que intermediou a compra dos dados obtidos ilegalmente em agências da Receita no Estado de São Paulo. Trata-se do despachante Dirceu Rodrigues Garcia.

O elo foi estabelecido a partir do levantamento de ligações entre o despachante e o jornalista revelado pelo cruzamento de extratos telefônicos obtidos pela PF com autorização judicial.

O uso de informações confidenciais de tucanos no dossiê petista foi revelado pela Folha em junho.

No inquérito aberto para investigar a violação do sigilo fiscal de parentes e pessoas próximas ao candidato José Serra (PSDB), a Polícia Federal já ouviu até agora 37 pessoas em mais de 50 depoimentos --alguns foram inquiridos mais de uma vez.

Ribeiro Jr. não foi indiciado até o momento.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Serra no Jornal Nacional

 Vamos ser sinceros... Não dá para comparar.

Dilma punida pelo TSE por divulgar mentiras em seu programa

Serra utilizará seu direito de resposta no horário eleitoral gratuito. Que os brasileiros também exerçam o seu, mas nas urnas no dia 31.


No Estadão:


TSE dá resposta a Serra em propaganda de Dilma

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, conseguiu garantir hoje no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o direito de responder a informações veiculadas na propaganda de sua adversária, Dilma Rousseff. Na propaganda, foi veiculado que o tucano teria sido um dos responsáveis pela privatização da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e que 31 estatais teriam sido privatizadas em São Paulo.

Os ministros aceitaram o argumento segundo o qual as informações eram inverídicas, já que a CSN foi privatizada no governo de Itamar Franco, e não do também tucano Fernando Henrique Cardoso. Serra foi ministro na administração FHC. Sobre a quantidade de empresas privatizadas em São Paulo, os advogados também argumentaram que o dado era incorreto.