domingo, 9 de maio de 2010

FHC: "Não descarto o Aécio vice"

Na Folha Online:

FHC diz que não descarta chapa Serra-Aécio

Uma das maiores lideranças políticas do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que ainda não descarta a possibilidade de os tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) fecharem uma chapa para concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Todos os partidos têm até o dia 30 de junho para apresentar oficialmente os nomes que participarão da corrida eleitoral.

A declaração foi dada em entrevista a Kennedy Alencar, da Folha, no programa "É Notícia", transmitido pela Rede TV, que vai ao ar esta noite. "A grande virada do PSDB foi esse momento de unidade. Aécio tem um papel muito importante nisso e terá um papel importante nas negociações das coligações. Não descarto o Aécio vice", afirmou FHC.

Em dezembro do ano passado, o ex-governador de Minas Gerais anunciou que não concorreria à Presidência nessas eleições. Na época, Aécio e Serra disputavam dentro do PSDB quem encabeçaria a chapa do partido na corrida presidencial.

Mas no fim de 2009 o mineiro abriu mão da disputa, e disse que seria candidato ao Senado pelo seu estado, abrindo caminho para Serra. Desde então, Aécio nega que aceitará ser vice do tucano, embora pregue a unidade do partido e garanta apoio para que o ex-governador de São Paulo consiga a maioria dos votos no colégio eleitoral mineiro.

Durante a entrevista, Fernando Henrique disse ainda que sempre considerou o presidente Lula uma pessoa "excepcional", mas que a biografia dele não poderá ser transferida para a candidata do PT à sucessão, Dilma Rousseff. "A biografia do Lula não se transfere. O Lula é o Lula e tem uma história. Eu tenho outra, o Serra tem outra e a Dilma tem outra. Não há transferência de biografia", ressaltou.

O ex-presidente fez elogios a Serra, pré-candidato tucano. "O Serra tem luz própria. Para ele é mais fácil dizer 'eu sou capaz, eu já fiz, eu sou um líder'. A outra não tem como dizer que liderou. Não é uma crítica pessoal, mas ela nunca esteve à frente. Liderar na burocracia é diferente, porque você tem o apoio do presidente", explicou.

Ainda sobre a sucessão presidencial, Fernando Henrique disse que, na avaliação dele, a presença de Lula no palanque de Dilma Rousseff é prejudicial para a campanha da candidata petista. "Parece que sem ele ela não anda", avaliou.

Nesse caso, o ex e o atual presidente parecem discordar. Na última sexta-feira, Lula disse que Dilma Rousseff ainda não cresceu nas pesquisas de intenção de voto porque ele ainda não pediu votos para ela.

Mais 3 terroristas das FARC sentam no colo do Capeta

No UOL Notícias:

Exército colombiano mata 3 guerrilheiros de Farc e detém 17

Bogotá, 9 mai (EFE).- Tropas do Exército colombiano reportaram hoje a morte de três guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), além da captura de outros 17, em operações realizadas em duas regiões do país.

Segundo uma nota de imprensa divulgada pela IX Brigada do Exército, soldados mataram, perto de Neiva, no sul do país, três supostos guerrilheiros das Farc, entre eles o conhecido como Jorge, terceiro líder da quadrilha Angelino Godoy.

De acordo com o comunicado das autoridades colombianas, Jorge é responsável pelo assassinato de pelo menos 10 pessoas e pelo sequestro de outras 15. Além disso, é acusado de ter participado nos últimos dois anos de três atentados terroristas contra oficiais da Polícia em Neiva, capital do departamento de El Huila.

Na mesma operação, outros 17 supostos membros das Farc foram capturados, entre eles o irmão do conhecido como Mincho, comandante da frente 30 da guerrilha.

Segundo a rádio "Caracol", entre os detidos há 10 homens e quatro mulheres, dois dos quais asseguraram ser representantes de duas ONGs.

De acordo com o diretor da regional quatro da Polícia, general Gustavo Adolfo Ricaurte, as operações tem o objetivo de capturar Mincho.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Escolinha: Dilma aprendendo a ler no teleprompter

Que coisa medonha... É muito amadorismo para uma candidatura à Presidência.
Vejam no vídeo abaixo o coordenador da campanha dela na internet, Marcelo Branco, mexendo os lábios junto com o texto que a Dilma está lendo:

Grã-Bretanha: vitória conservadora!

No Ex-Blog do Cesar Maia:

ELEIÇÕES BRITÂNICAS: UMA LIÇÃO PARA OS ANALISTAS!

1. Cameron (Conservador) venceu, como todas as pesquisas indicavam, e com porcentagem no voto popular semelhante às pesquisas: 36%. Os trabalhistas, de Brown, idem: 29% contra 28% em pesquisas. Os liberais-democratas de Clegg, na urna, caíram de 28% para 23%. A oscilação para baixo já havia sido detectada por alguns institutos depois do segundo debate onde foi exposto ao euro, que defendeu e, em seguida, a crise grega, pela mesma razão.

2. No voto distrital as porcentagens mudam. São distritos uninominais de uns 40 mil eleitores e, portanto, teoricamente, um partido pode ter 20% linear em todos os 650 distritos e não fazer um só deputado. No número de deputados, Cameron obteve 47%, Brown 40%, Clegg 8%. Opinião pública no sistema inglês não é suficiente: há que se ter capilaridade política. Os liberais-democratas e os trabalhistas querem mudar esse sistema.

3. O Ex-Blog de três dias atrás dizia: "Os que se precipitaram apoiando Clegg (The Guardian, por exemplo) devem estar arrependidos pelo amadorismo e desconhecimento das técnicas e do desdobramento de debates na TV".

4. Cameron tenta conseguir apoio para formar maioria, especialmente dos pequenos partidos regionais. Brown pede que os Lib-Dems formem com ele a maioria, o que também não resolve a questão, a menos que os trabalhistas escoceses se somem. Clegg, de forma madura, anunciou, e a imprensa britânica destaca hoje, que dará uns dias para que Cameron complete a maioria absoluta para ser primeiro ministro. Faltam 20 deputados dos 650.

5. Seria um erro grave Brown e os trabalhistas tentarem assumir. O desprestígio deles pode ser medido com o avanço dos conservadores em 94 cadeiras e a perda do labour de 94 cadeiras. Brown governar seria precipitar a crise política e econômica. Como a Grã-Bretanha representa um fator mundial muito importante e não vai programar uma crise, Cameron deverá conformar a maioria, fazendo concessões significativas aos partidos regionais e menores na formação do gabinete.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

PMDB balançando?

Será que perderam a confiança na Dilma? Eu, no lugar deles, certamente perderia. Mesmo que não apóiem Serra e fiquem neutros, seria um desastre para o PT.
O Serra vem mantendo contatos com bastante gente no PMDB, e eu não ficaria surpreso caso os peemedebistas optassem por ter mais liberdade nas disputas estaduais. Mas claro, também pode ser apenas uma manobra para forçar o PT a apoiá-los nos estados. Só o tempo irá dizer, mas fico na torcida para que a aliança naufrague, hehe.

No Diário Catarinense:

PMDB adia formalização de apoio à candidatura de Dilma Rousseff
Partido quer acertar coligações nos Estados antes de se engajar na campanha presidencial

O PMDB decidiu ganhar tempo e adiou a formalização do apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. O partido quer resolver os problemas das alianças nos Estados, antes de se engajar na campanha de Dilma.

A decisão de protelar a oficialização do apoio à candidatura petista foi comunicada ontem à noite pelo presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), em jantar com Dilma. Temer é cotado para ser o candidato a vice na chapa da petista.

O PMDB só deverá bater o martelo sobre a aliança com o PT para as eleições presidenciais em 12 de junho. Antes, os peemedebistas pretendiam oficializar o apoio à petista no próximo dia 15. Além de tentar resolver as pendências estaduais entre os dois partidos, o PMDB quer analisar o desempenho de Dilma nas pesquisas eleitorais.

É dando que se recebe

Esse negócio de mesada é com o PT mesmo. Após Lula admitir que sabia tinha conhecimento do mensalão, no qual pagavam fartas mesadas aos parlamentares que votassem a favor o governo, eis que dessa vez o PT é quem recebe as mesadas por favores prestados.

Talvez estejam sendo maldosos com eles, né? Afinal, qual é o problema em uma empreiteira fazer doações ao partido? E qual o problema se essa mesma empreiteira em seguida for convidada pela Petrobrás para um contrato de míseros R$ 114 milhões? Não sejam tão sacanas com o PT, o partido da ética.

Na Folha Online:

Empreiteira destinou "mesada" ao PT paulista

A empreiteira UTC Engenharia começou a pagar uma "mesada" ao diretório estadual do PT de São Paulo, em abril do ano passado, dois dias antes de fechar um contrato com a Petrobras no valor de R$ 114 milhões, informa reportagem de Rubens Valente publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

A empresa fez doações mensais de R$ 150 mil ao partido, totalizando R$ 1,2 milhão, e foi escolhida por convite no contrato com a estatal. Segundo o PT, as doações são legais e foram declaradas ao Tribunal Regional Eleitoral.

Nos registros entregues ao TRE, o PT informou um outro nome nas doações, "VTC Engenharia". Contudo, o número do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) indicou ser a UTC. Indagado, o PT não se manifestou sobre a divergência.

O diretório obteve receitas de R$ 3,7 milhões em 2009. Desse total, R$ 2,15 milhões vieram de empreiteiras. A UTC foi a campeã: doou 55,6% do bolo total das construtoras. Além dela, doaram a Santa Bárbara Engenharia (R$ 300 mil), a Queiroz Galvão (R$ 265 mil) e a OAS (R$ 160 mil).

Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.


The Beatles: Dizzy Miss Lizzy

Gravação de 1965, em Nova Iorque.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pesquisa Brasmarket para Santa Catarina: Serra, Colombo e Ângela Amim lideram.

Segue abaixo resumo da pesquisa e meus comentários.

Governador -Cenário 1 (considera cada partido lançando seu candidato)
Ângela Amim (PP) 24%
Raimundo Colombo (DEM) 15%
Ideli Salvatti (PT) 13%
Leonel Pavan (PSDB) 12%
Eduardo Pinho Moreira (PMDB) 10%
Brancos 1%
Nulos 6%
Não sabe/não respondeu 19%

Ângela lidera com certa folga, o que inviabiliza a aliança com o PT com a vaga principal para Ideli. Pelo que conheço do eleitorado catarinense, o PP e o PT não se misturariam impunemente, já que historicamente foram adversários. Aquele que vota hoje na Ângela, não votaria naturalmente na Ideli. A Ideli aceitar a vaga de vice também é improvável, pelas características do PT, que nunca busca aliados, e sim servos.

Governador - Cenário 2 (Raimundo Colombo como candidato da Tríplice Aliança)
Ângela Amim (PP) 28%
Raimundo Colombo (DEM) 19%
Ideli Salvatti (PT) 18%
Brancos 2%
Nulos 7%
Não sabe/não respondeu 26%

É o único cenário em que o candidato da tríplice aliança fica na frente da Ideli. Nos outros cenários, Pavan e Pinho Moreira ficariam em terceiro lugar se substituíssem Colombo. É um motivo razoável para que o candidato democrata seja o escolhido pela coligação, caso esta seja mantida. Colombo fica à frente quando disputa com eles e tem melhor desempenho quando se apresentam como aliados. Acho que um segundo turno entre Colombo e Ângela é bastante provável, e poderia ter sido testado na pesquisa. Acredito também que Ideli tem poucas chances de vencer a disputa caso chegue ao segundo turno, pois os eleitores dos demais candidatos dificilmente migrariam para ela. O mais sensato para o PT seria apoiar a candidatura da Ângela, o que eu duvido muito.

Senador
Luíz Henrique da Silveira (PMDB) 28%
Esperidião Amim (PP) 19%
Cláudio Vignatti (PT) 7%
César Souza (DEM) 6%
João Rodrigues (DEM) 5%
Paulo Bauer (PSDB) 3%
Paulo Afonso Vieira (PMDB) 2%
Hugo Biehl (PP) 1%
Brancos 1%
Nulos 6%
Não sabe/não respondeu 22%

Praticamente liquidada a disputa, já que são duas vagas para o Senado. Os dois ex-governadores podem se considerar eleitos.

Presidente
José Serra (PSDB) 37%
Dilma Roussef (PT) 20%
Ciro Gomes (PSB) 7%
Marina Silva (PV) 4%
Heloísa Helena (PSOL) 3%
Roberto Requião (PMDB) 2%
Brancos 1%
Nulos 5%
Nãosabe/não respondeu 21%

Serra lidera com quase o dobro dos votos da Dilma. Mas o principal a se comentar é o cenário absurdo imaginado pelos pesquisadores. Ciro já abandonou o barco, o candidato do PSOL é outro e o Requião tem chances remotíssimas de conseguir se candidatar, já que o PMDB até já escolheu o candidato à vice na chapa da Dilma. De onde tiraram estes nomes? Se fosse uma pesquisa antiga, vá lá, mas foi feita entre os dias19 e 27 de abril de 2010. Creio que se fossem apresentados os nomes que temos hoje, a vantagem de Serra seria ainda maior, conforme tendência observada em outras pesquisas presidenciais sem o nome do Ciro.

Conclusões:
  1. O PT continua fraquíssimo no estado, apesar da alta popularidade do Lula.
  2. A Tríplice Aliança tem nas mãos uma fórmula mágica, podendo eleger um candidato de cada partido: Luíz Henrique (PMDB) no Senado, Raimundo Colombo (DEM) no Governo e Serra (PSDB) na Presidência. Teriam um tempo de TV imenso, nomes competitivos e a simpatia dos catarinenses a seu favor. Chega a ser ridículo de tão simples.